E.A.: Capítulo 77, Chagada a New York

  
Pov. Molly

 

5th Outubro, 1:54 AM

O avião pousou exatamente a 1:54 AM, permaneci sentada e esperei que os passageiros descessem, a aeromoça percebeu que ainda permaneci senta e com minha mochila no colo, a mesma se aproximou de mim.

– Senhorinha, o avião já pousou. - a aeromoça disse olhando para mim.

A aeromoça era diferente daquela me pediu para guardar meu celular, essa parecia mais arrogante.

– Eu sei, mas estou aguardando as pessoas desesperadas desembarcarem. - falei e sorri forçado.

– Claro. - a moça diz e sorri falço. Ela se levanta para poder sair. - aposto que vai dar trabalho para pegar a bagagem. - murmurou para si mesma.

– Ao contrario. - respondi a sua fala. A aeromoça me olha espantada. - não tenho nenhuma bagagem, estou apenas com essa mochila. - falei.

Me levando do meu acento e coloco a mochila nas minhas costas.

– Sugiro que faça uma aula de boas maneira e trate melhor os passageiros, pois estou pensando em abrir uma reclamação com seu superiores. - falei e olho para o identificador que está pregado em seu uniforme.

A aeromoça a minha frente engole em seco.

– Me perdoe, senhorita. - a mesma pediu e baixou a cabeça.

– O que está avendo aqui? - uma outra aeromoça perguntou, essa vestia uma roupa diferente da mulher a minha frente.

– Já nos resolvemos e a senhora Flávia, já me pediu desculpa pelo jeito rude. - falei olhando para a aeromoça que se aproximou. - não estou atrás de arrumar encrenca ou que essa moça perca o emprego, apenas ensinei a ter um pouco de empatia e compreensão. - digo.

A aeromoça que tinha se aproximado ficou surpresa com minha fala.

– A companhia Alaska Airlines pede desculpa por qualquer transtorno que tenha passado. - a aeromoça cuja o nome é Mary pediu.

Suspirei.

– Tudo bem. Como disse, já resolvi o problema com a senhorita Flávia. - falei e olho além dela, percebo que o avião estava quase vazio. - se me derem licença, preciso sair do avião. - murmurei.

As duas mulheres se afastam para me darem passagem, vou para onde as pessoas estão saindo e espero para descer as escadas.

 

2:24 AM

Já na área de desembarque, vou para o portão de saída. Vou a procura de um táxi para me levar para minha casa, não iria para o instituto, já que não tenho mais nada lá. Avisto um táxi e vouu até o mesmo.

– Olá. Poderia me levar para Greenpoint? - perguntei para o homem que fumava um cigarro.

Ela me olhou de cima a baixo e resmungo.

– Espero que tenha dinheiro para me pagar. - o homem mal educado diz.

Resmungo.

– Quer saber. Deixe para lá. - falei e me afasta do mesmo.

– Tá, tá... te levarei para Greenpoint. - o taxista falou.

Me veirei para encará-lo.

– Pois agora quem não quer seu serviço sou eu. - falei e dou as costas indo para dentro do aeroporto para pedir um taxista.

Vou ao guichê da recepção.

– Olá. Poderia me dizer como arrumo um táxi sem ser o bruta monte sem educação ali fora? - perguntei para a recepcionista.

Ela me olhou e se levantou para identificar de quem mencionei.

– De novo não. - a mulher reclamou. - vou pedir um táxi para levar a senhorita. - falou.

– Obrigada. - agradeci e tentei ver seu nome.

– Garcia... - a jovem murmurou.

Sorri.

– Obrigada, senhorita Garcia. - murmurei.

Abro minha mochila e pego minha carteira, tiro uma nota de 100 dólares.

– Tome. É um agradecimento por ser gentil comigo. - falei e estiquei a nota.

– Que isso senhorita. Não precisa, só estou fazendo meu trabalho. - a senhorita Garcia diz nervosa e recusa.

– Eu insisto. Você foi a única gentil, desde que chaguei em New York e insisto. - falei a olhando nos olhos.

– Muito obrigada. - a mesma agradece e pega a nota.

Sorri. Ela pegou o telefone e ligou para uma companhia de táxi para poder me levar. Agradeci novamente e guardei tudo na minha mochila. Decidi aguardar o taxista do lado de fora, o homem que tinha sido ignorante se aproxima de mim.

– O dona. Sinto muito pela grosseria, levarei a senhorita onde precisa e faço até um desconto. - o homem diz.

– Não será mais preciso. - respondi e o olhei com cara de poucos amigos. - e se não se importa, está me incomodando.

O mesmo não pareceu gostar da minha resposta.

– Eu insisto. - o homem diz.

Soltei um leve rosnado de irritação, mas fui salva pelo motorista de táxi que a senhorita Garcia pediu.

– Poderia deixar minha cliente em paz, James? - um homem alto, musculoso e com a pele negra diz com a voz grave.

O homem que agora sei que se chama James fica furioso.

– Minha cliente. - o mesmo diz.

– Com certeza não sou seu cliente. - falei em um tom sério. - você me destratou e foi rude. Então, seja mais educado na próxima vez. - digo e olho para o homem que veio me buscar. - poderiamos ir? - perguntei.

– Claro senhorita. - o mesmo falou e franziu o cenho.

– Não tenho bagagem, já que morei em New York e estou só para resolver uns assuntos. - falei. - então podemos ir? - questionei mais uma vez.

– Vamos. - o homem falou.

Deixo o homem nervosinho xingar para trás, o taxista abriu a porta para poder entrar e logo seguimos viagem.

– Para onde senhorita? - ele perguntou.

– Greenpoint. - respondi.

Vejo ele frenzi o cenho.

– Eu e um amigo transformamos um galpão em dois apartamentos. - falei lhe respondo uma pergunta não feita. - morei muito tempo aqui e como tenho casa fixa na cidade, não precisei de trazer muita coisa. - murmurei.

– Entendi. - o homem diz. - a propósito sou o Francisco.- falou seu nome.

Sorri.

– Poderia me dar seu contato se algum dia precisar de um táxi? - perguntei. - ou pode ser a empresa que trabalha. - digo.

– Claro. - Francisco concordou e tirou o porta luva um cartão e me entregou.

– Obrigada. - agradeci.

– Não querendo ser rude, mas tome cuidado com James. Ele não reagem bem a negativas. - falou.

– Não precisa se preocupar. Que se ele tentar me fazer alguma coisa, ele se arrependerá. - falei em tom de ameaça.

Francisco assentiu com a cabeça. O restante do caminho foi tranquilo e silencioso. Quando cheguei ao meu destino, paguei minha corrida e fui na direção da minha casa, como sei que Magnus e Alec estão dormindo, apenas entrei em casa e me sentei no sofá. A casa está limpa já que Magnus cuida dela com muito carinho, olho ao redor e sinto saudades de Jonathan.

– Queria que estivesse aqui. - murmurei para mim mesma.

Pego meu celular e decido ligar para ela, mas ante envio uma mensagem

 

Eu: Já estou em New York e em casa

Eu: Poderia te ligar?

 

Não demorou nem um segundo, meu celular começo a tocar. Atendo a sua chamada.

 

_ Ligação On _

– Oi gatinho. - falei assim que atendi.

– Oi meu amor. - Jonathan falou do outro lado da linha. - como foi o voo? - perguntou.

Ri.

– Bem na medida do possível. - respondi amorosa.

– O que ouve? - perguntou.

– O voo em si foi bem, mas tive um problema com uma das aeromoça quando pousamos. - expliquei. - as pessoas sempre são desesperadas, estava esperando as pessoas desembarcarem para pode me levantar e sair. - falei.

– Deixo adivinha. Ela implicou por ainda estar sentada? - Jonathan perguntou.

– Pior. - falei. - e para ajudar, quando cheguei fui destratada por um táxi. - contei.

– Que corajoso. - Jonathan comenta.

Ri.

– Pedi para a recepcionista do aeroporto pedir um táxi e expliquei o que aconteceu. Ela me chamou um táxi. - contei ao ele.

– E ocorreu tudo bem no caminho? - perguntou.

– Sim. - respondi. - cheguei bem em casa, sentei no sofá e liguei para você. - digo.

Jonathan suspirou.

– Porque não vai descansar, parece cansada. - o mesmo falou.

Sorri com seu gesto fofo.

– Bom posso conversar enquanto tomo banho. - falei sedutora.

– Molly. - diz meu nome como um aviso.

Ri e me levanto. Vou na direção do meu quarto.

– O que foi? Ainda quero conversar. - falei manhosa. - só vou tomar um banho. - digo.

– Você vai é me torturar, isso sim. - Jonathan diz e resmungou manhoso.

– Se quiser podemos conversar por chamada de vídeo. - digo para provocá-lo.

Vou ao banheiro e coloco meu celular em cima da pia, ponho no viva voz e começo a tirar a roupa.

– O que está fazendo? - ele perguntou.

– Tirando a roupa para tomar banho. - respondi e sorri marota. - e já disse, podemos nos falar por vídeo. - falei.

Escuto um leve rosnado e a chamada é encerrada.

_ Ligação Off _

 

Estranhei, mas vejo que ele está fazendo uma chamada de vídeo. Aproximo-me e atendo a chamada de vídeo.

 

_ Chamada de Vídeo On _

– Mudou de ideia? - perguntei para provocá-lo.

– Não me provoque, loba. - Jonathan diz e vejo desejo em seus olhos.

Gargalho.

– Vou tomar banho se não se importar. - falei em um sussurro.

A cara de Jonathan foi impagável, arrumo o celular em um ângulo que pudéssemos ver e ser vista pelo Jonathan.

Vou ao chuveiro e ligo o registro. Decido lavar o cabelo, mesmo sendo tarde.

– O que está pensando? - perguntei ao tirar o rosto debaixo d’água para passar o shampoo nos meus cabelos.

– No quanto queria estar ai nesse banho com você. - Jonathan respondeu.

Sorri.

– Está excitado? - perguntei para lhe provocar.

– Você quer me matar, né? - o mesmo questionou.

Sorri maroto e nem lhe respondi, volto para debaixo do chuveiro para tirar o sabão.

– Sabe que te amo, né? - escuto Jonathan dizer.

– Eu sei. - respondi e sorri para ele. - eu também te amo. - murmurei.

Termino meu banho e sai do chuveiro enrolada na toalha.

– Que pena. A visão maravilhosa acabou. - Jonathan lamentou.

Ri e lhe mostro a língua.

– Sabe que quem dá a língua, manda beijo. - Jonathan diz me provocando.

– Quando chegar você poder vim pegar meus beijos para você. - falei me aproximando do celular.

Pego o aparelho e vou para o quarto.

– Sei que não é a mesma coisa, mas quero que veja meu quarto. - murmurei e virei a câmera para lhe mostrar meu quarto.

– Nossa. - Jonathan diz em tom de surpreso. - seu quarto é maravilhoso. - falou.

– Bem diferente do seu quarto daqui. - Jonathan disse.

Viro a câmera para mim.

– Ele é bem menor, mas é aconchegante. - falei e vou para o closet para me vestir. - quando Magnus me deu essa parte do apartamento, ele me ajudou a decorá-lo e quando fizesse 17 anos, poderia colocar o que quisesse aqui dentro. - contei.

– Então, o Magnus lhe deu o apartamento para você? - Jonathan perguntou.

– Bem... na época quis que Magnus aceitasse o dinheiro dos meus pais, pois um dia conseguiria devolver o dinheiro que pedi emprestado. - contei.

Comei a me secar e logo peguei uma calcinha para vesti. Peguei uma preta e vesti um shorts preto confortável, na parte de cima, apenas vesti um tope simples.

– O que achou? - perguntei.

Dei uma voltinha.

– Preferiria que ficasse nua. - Jonathan diz.

Ri.

– Onde está? - perguntei.

– Estou no Chalé. - Jonathan respondeu. - meus pais foram namorar. - disse torcendo o nariz. - minha irmã foi passar a noite em La Push. Não só ela como seus irmão. - contou.

– Uhmmm. Parece divertido. - comentei. - tem mais alguma novidade que perdemos nesse dois dias que passamos em Seattle? - perguntei.

– Meu pai ficou me perguntando onde estava. Tio Emmett pegando no meu pé. - Jonathan falou. - meu avô e minha avó me ajudaram a despistá-los, mas parece que estão desconfiados. - diz.

– Bom... não se preocupe. Se eles descobrirem, não tem problema. - falei despreocupada.

– Aaaa... tem mais uma coisa. - Jonathan chama minha atenção. - o pessoal de La Push, estão estudando no colégio de Forks. - contou.

– Que legal. Vai ser divertido. - murmurei. - pelo visto, esses dois dias foram agitados para meus irmãos. - falei.

– Pelo que minha avó contou. Eles ficaram em La Push na segunda e na terça começaram a estudar, eles ficaram lá no Domingo inclusive. - Jonathan contou. - Edmund ficou extressadinho, mas Jacob deu uns puxões de orelha. - falou.

– Puxões de orelha não resolve as coisas. Jacob tem que saber o porque dessa implicância conosco. - falei para ele. - sei que ele é seu cunhado e não quero procurar problemas, mas chegará um hora que vou me irritar com Edmund e terá consequências. - digo.

– Eu te entendo. - Jonathan murmurou. - se Edmund passar dos limites com você, quem vai bater nele será eu. - diz bravo.

– Que gatinho mais bravo. - falei e sorri.

– Em falar em gatos. Se importa se eu for de vez enquanto no seu quarto ver como os gatos estão? - Jonathan perguntou.

Sorri para ele.

– Fique a vontade. - falei e sorri.

– Vá dormir. Está com o olhar cansado. - Jonathan diz.

Suspirei.

– Tudo bem. Vou dormir, pois tenho que ir cedo para o instituto. - murmurei. - mas prometo mandar mensagem. - falei.

– Boa noite, Joaninha. - Jonathan desejou.

– Boa noite, Gantinho. - falei e mandei beijo para ele.

_ Chamada de Vídeo Off _

 

Desligo o celular e volto para o quarto, desfaço a cama e antes de me deitar, ponho meu celular para carregar. Acabo tendo que volta para sala para desligar as luzes. Volto para cama e deito na cama, demoro um pouco para dormir, já que não tenho me gatinho por perto.

 

 

 

 

 

 

 




Capítulo 76

Capítulo 78

Sem comentários: