E.A.: Capítulo 76, Viagem para New York

 
Pov. Jonathan

 

4th Outubro, 7:03 PM

Estou levando Molly para o aeroporto, apesar de termos ficado a manhã e a tarde toda juntos, já estou sentindo saudades.

– Sei que já está com saudades. - Molly murmurou e colocou sua mão esquerda sobre minha mão.

Suspirei.

– Vou ficar bem. - murmurei e sorri para ela.

– Eu espero que fique bem. - Molly diz preocupada comigo.

O restante do caminho até o aeroporto foi silencioso. Quando chegaram no aeroporto, estaciono o carro em uma das vagas. Saímos do carro e abro a porta de trás para pegar a pequena mochila que Molly arrumou para levar, tinha poucas coisas e fiquei preocupado quando lhe entreguei a mesma.

– Tem certeza que essas coisas são o suficiente? - perguntei.

Molly sorri.

– Não se preocupe. Tenho um armário cheio de roupa na minha casa. - a mesma respondeu. - apesar de não morar com o Magnus, ele construiu dois apartamentos. O dele fica no primeiro andar e o meu no térreo. - disse.

– Espero poder conhecer quando for para New York. - falei com intenções.

– Você está ficando pior que eu. - Molly me acusa.

Sorri maroto e a abracei a mesma. Molly retribui meu abraço e deixo meu nariz no topo de sua cabeça para sentir seu cheiro.

– Sei que está com medo, mas prometo voltar para você. - Molly diz olhando em meus olhos. - além do mais, tenho um motivo muito bom para voltar para casa. - murmurou.

Abraço com força e beijo o topo de sua cabeça.

– Vamos. Quanto mais cedo você for, mais cedo voltará. - digo para descontrair.

Molly ri.

– Vamos. - a mesma concordou.

Entramos no aeroporto e Molly fez o Check-in, como não tinha bagagem, não precisou despachar nenhuma bagagem. Demos um jeito de eu poder entrar na área de embarque. Molly e eu ficamos esperando até poder entrar no avião.

– Da próxima vez que precisar ir para New York, levarei você comigo. - Molly diz. - a não ser que seja uma viagem perigosa, não quero que fique em perigo. - falou.

– E como poderia ficar em perigo? - perguntei achando graça de sua preocupação.

Ela se distancia de mim e se vira para me olhar.

– Não brinque com uma coisa dessa. - Molly diz séria e a olho sério. - sou filha dos anjos e na minha vida não cabe brincar, um passo errado, pode custar vida ou vidas. - falou.

– Desculpa. Não quis desdenhar do que faz. - falei um pouco arrependido.

Molly suspirou.

– Eu que peço desculpa. - a mesma pediu. - não quis brigar com você, sei o que você é, mas mesmo sendo quem é, pode ficar preso em um lugar que não poderei tirá-lo. Ou até mesmo morrer. - falou olhando em meus olhos.

Pondero suas palavras e tendo entender o que disse, quando percebo o que estávamos falando, percebo que seu mundo é tão perigoso quanto o meu. Abraço apertado e beijo o topo de sua cabeça.

– Não precisa ficar assim, não quero viajar briga com você. - Molly diz preocupada. - só disse séria dessa forma para que entendesse que você não é a pessoa mais resistente da face da terra, assim como eu não sou. - falei.

Suspirei.

– Eu sei. - digo e fico com medo no mesmo instante, por saber que ela pode voltar machucada. - me promete ficar bem. E voltar viva. - pedi com a voz embargada.

Molly faz carinho nos cabelos de Jonathan para confortá-lo.

– Vou ficar bem. - a mesma murmurou e se afastou para olhar em meus olhos. - nunca fiz algo impulsivo ou que colocasse minha vida em risco. - disse. - mesmo que isso não se aplique no ano passado. Fiz uma promessa quando fui ao inferno. - falou.

– Que promessa? - perguntei em um sussurro.

– Que mesmo que eu salve o mundo, sempre voltarei para as pessoas que me amam. - Molly diz e deixa uma lágrima escorrer.

Beijo seus lábios e a trago para meu colo de um jeito que não fique obsceno. Quando nos separamos, olhamos um nos olhos dos outros.

 

“Embarque do Voo para New York no portão 4”

 

Encosto minha testa na dela e fecho os olhos, fico dessa forma por alguns minutos até que os abro e a encaro.

– Eu preciso ir. - Molly diz olhando em meus olhos.

Os olhos dela estão cheios d’água.

– Eu te amo. - sussurro e beijo os lábios dela.

Ao nos separarmos, levantamos e ela pegou sua mochila.

– Te ligarei quando chegar em New York. - Molly diz. - assim que desembarcar e mando uma mensagem quando chegar em casa. - prometeu.

– Certo. Combinado. - falei sensível.

Antes de deixá-la ir, puxo a mesma pela cintura e beijo seus lábios. A solto e a mesma me dá um selinho.

Molly se afastou de mim e quando estava na metade do caminho, ela virou e fez um coração com as mãos. Mandei um beijo para ela e retribuo o coração dela.

 

 

Pov. Molly

 

7:58 PM

Foi difícil me despedir de Jonathan, mas sabia que os outros precisam de mim e como prometi voltar são e salva. A fila para embarcar no avião estava um pouco grande, mas não demorou muito para ser minha vez. Assim que entrei no avião e me acomodei, mandei uma mensagem para Jonathan.

 

Eu: Acabei de embarcar.

Eu: E estou acomodada em meu acento.

 

Logo recebi uma mensagem.

 

Gatinho: Que bom. Já estou com saudades.

Gatinho: Não vejo a hora de você voltar.

 

Sorri para ela.

– Desculpe, senhorita, mas terá que desligar o celular. - a aeromoça pediu.

– Desculpe-me. Poderia apenas mandar uma mensagem para meu namorado não ficar preocupado comigo? - perguntei.

– É claro. - a aeromoça respondeu e sorriu.

Sorri de volta em agradecimento.

 

Eu: Preciso desligar o celular.

Eu: Já vou decolar.

Eu: Te Amo. E voltarei logo.

 

Assim que enviei as mensagens para Jonathan, desliguei o celular e o guardei na bolsa. Encosto-me no assento e tento relaxar, mas sabia que seria impossível fazer tal coisa.

 

 

 

 

 



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