E.A.: Capítulo 64, Encontro quase Romântico

Pov. Molly

 

2nd Outubro, 4:26 PM

Saímos da hamburgueria e fomos para o cinema. O primeiro filme que assistiremos será “O Poderoso Chefão”. Como tinha acabado de almoçar, não fui na fila para comprar pipoca, apenas comprei uma garrafa de água de um moço que estava vendendo do lado de fora do cinema para caso sinta sede.

– Tem certeza que não vai querer comprar pipoca? - Jonathan perguntou.

Viro-me para olhá-lo como se ele fosse louco.

– Jonathan! Comi praticamente dois lanches. E ainda quer que eu coma pipoca? - questionei indignada.

– Ta bem. Desculpa-me. - Jonathan pediu se segurando para não rir.

A fila estava um pouco grande para a nossa sessão e na sua maioria eram garotos novos, homens adultos e homens mais velhos. Quando chegou a nossa vez na fila, o rapaz que estava verificando os ingressos, de repente fixou seu olhar em mim e não desviou seu olhar em nenhum momento. Isso me fez ficar incomodada, já que o mesmo não parava de me olhar. Jonathan percebeu a reação do homem.

– Poderia parar de me encarar. - pedi ao homem em tom de voz incomodada.

Olhei para a plaquinha que está em seu uniforme e está escrito o nome do rapaz a minha frente: Mike.

– Suponho que não tenha nada no meu rosto ou na minha roupa para que esteja me encarando dessa maneira. - falei irritada com o desrespeito.

Jonathan fingiu tossir para não gargalhar do tiro que dei no garoto a minha frente que deveria ter por volta dos 20 anos.

– Peço desculpa, senhorita. É que lhe achei muito bonita. - Mike murmurou fingindo arrependimento.

– Corajoso. - Jonathan murmurou de cara fechada.

– Não querendo dar mole a você, mas agradeço o elogio. - falei não dando mole para o rapaz a minha frente. - e se não percebeu, estou acompanhada pelo meu namorado. - murmurei.

Mike olhou além de mim, sei que o mesmo está olhando para Jonathan e engole em seco.

– Poderia me mostrar os bilhetes? - Mike perguntou em tom de pedido.

Estendi minha mão e lhe entreguei os bilhetes do filme, o mesmo olhou os bilhetes e destacou uma parte que ficaria com o mesmo.

– Também. Com uma gostosa dessa é impossível um homem não olhar e bater uma. - a voz de um homem que está um pouco mais a frente, sussurrou para um outro homem.

Os dois homens têm idade para ser meus avôs.

– Realmente. Eu macetaria essa delícia. - o outro homem sussurrou e senti o olhar deles sobre mim.

O comentário dele me fez sentir estranha.

– O que disseram. - Jonathan questionou com a voz profunda e ameaçadora na direção daqueles dois.

Com a fúria que Jonathan se encontra, o mesmo avançaria nos dois velhos nojentos, mas segurei seu braço com firmeza para impedi-lo de cometer uma tragédia e lhe expor.

“ – Tenta se acalmar. Não estou defendendo esses nojentos, mas se matá-los, você estará em grandes apuros. - falei em sua mente e em desespero”.

Vejo os olhos de Jonathan se moverem para me olhar. Ele sabia que não poderia pôr tudo a perder, pois se os humanos descobrissem ou soubessem que ele é um vampiro, todos de sua família pagariam pelo seu erro, inclusive a minha família.

Os olhos dele se suavizaram e eu sorri.

– Poderia me dizer onde podemos obter o reembolso dos nossos ingressos? - perguntei para Mike que arregalou os olhos. - mudei de ideia e prefiro ficar com meu namorado em outro lugar. - falei muito chateada e irritada.

Antes que Mike dissesse alguma coisa, um homem com roupas um pouco elegante apareceu.

– O que está acontecendo aqui? - o homem perguntou ao se aproximar mais de nós.

As pessoas olham na direção do mesmo.

– Senhor… - Mike gaguejou e ficou nervoso quando lhe olhei brava, pois quero que o mesmo cale-se a boca.

– Apenas perguntei para seu funcionário como podemos reaver o valor dos nossos ingressos. - falei olhando para o homem que se aproximou de nós.

– Poderia me dizer a razão de está pedindo tal coisa? - o homem que suponho ser o gerente ou dono perguntou.

Olhos para os homens que me ofenderam.

– Estes senhores… - apontei para os dois velhos. - me ofenderam e já me sinto humilhada e exposta o suficiente para ficar aqui e assistir qualquer filme. - falei. - se puder, gostaria do reembolso ou algo que compense o valor dos ingressos, por favor. - pedi com educação.

O homem me olhou rapidamente e prosseguiu para olhar os homens que apontei.

– Vocês outra vez. Qual foi a parte que não entenderam que era para ficar bem longe do meu estabelecimento. - o gerente/dono murmurei furioso e de cara fechada. - já não bastou ofenderem e assediarem as minhas funcionárias. - esbravejou.

“ – Pelo visto. Não é primeira vez que esses dois aprontam. - Jonathan diz em minha mente”.

O gerente/dono se virou para me olhar.

– Não terei como devolver o valor, mas darei voucher do valor dos ingressos para serem usados quando quiserem. - o gerente falou para mim e para o Jonathan. - e peço desculpa pelo inconveniente. - pediu mesmo não sendo sua culpa.

Ele pegou um rádio que estava em seu bolso traseiro.

– Poderiam vir até a entrada das salas de cinema? - o gerente ordenou.

Não demorou muito e dois homens apareceram na entrada da sala de cinema.

– O que está acontecendo, chefe? - um dos seguranças perguntou. 

– Poderia retirar esses dois homem. - o gerente/dono ordenou. - eles não são bem vindos. E estão proibidos de entrar nesse cinema. - falou.

– Isso é um absurdo. Nunca fui tratado dessa forma na minha vida. - um dos homens que me ofendeu diz revoltado.

– Isso tudo é culpa dessa vadia. - o outro homem diz.

Jonathan avançaria no mesmo para lhe dar um soco, mas seguro seu braço, pois sabia que se ele socasse o velho, o mesmo morreria.

“ – Vai matá-lo se socá-lo. - falei em sua mente.”

“ – Que morra! - Jonathan exclamou em minha mente”.

Não solto ele de nenhuma maneira.

“ – Deixe comigo, por favor. - pedi em sua mente, pois não queria que ele colocasse sua verdadeira natureza”.

O homem que me ofendeu conseguiu se soltar do segurança e aproveitei para lhe desferir um soco no olho, o mesmo cambaleia para trás e cai no chão com tudo.

– Você ficou louca. - o homem que acompanhou o que me ofendeu diz. - está querendo ser processada? - questionou.

– Porque não tenta me processar! - instiguei olhando furiosa para o mesmo. - mas antes de me processar, diga ao seu advogado o que sua boca suja disse sobre minha pessoa e em como foi desrespeitoso. - digo com fúria. - e tenho certeza que perderá, pois tenho testemunha, inclusive meu namora para dizer o como me senti exposta com sua palavra grosseiras. - murmurei.

Os dois homens engoliram em seco.

– Tenham sorte de ter sido eu a socá-los e não o meu namorado, pois não estaria vivo. - falei sendo poderosa.

Vejo de relance o gerente/dono sorrir de lado.

– Podem tirá-los daqui. - o mesmo disse.

Os seguranças pegaram os dois homens e os retiraram do cinema.

– Peço mais uma vez desculpa pelo inconveniente. - o gerente/dono pediu. - e como disse anteriormente, darei o valor dos ingressos. - falou.

– Compramos quatro ingressos. - Jonathan falou para o gerente/dono.

– Tudo bem, apenas espero que voltem a frequentar meu estabelecimento. - o gerente/dono murmurou.

Jonathan e eu assentimos com a cabeça. Ele nos dá o voucher do equivalente a dois ingresso e poderíamos usar com qualquer coisa que fosse seu cinema. Saímos do cinema e de mãos dadas, fomos direto para o carro.

– Tem certeza que quer ir para casa? - Jonathan perguntou.

Olhei para o banco do passageiro.

– Tenho. - respondi. - estamos perigosos hoje. - comentei.

Jonathan riu.

– Está certo. - o mesmo murmurou. - como não sei onde fica nossa casa, terá que me guiar. - falou.

– Com certeza. - murmurei.

Jonathan ligou o carro e eu indiquei onde deveria ir.

Quando chegamos no apartamento, Jonathan beijou meus lábios e fomos para o nosso quarto namorar e estreamos na nossa cama. Além de curtir a nossa semana juntinhos.

 

 

 

 

 

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