Pov. Jonathan
2nd Outubro, 1:49 PM
Já estávamos chegando em Seattle e com isso decidi acordar a minha joaninha dorminhoca.
– Meu amor... - chamei pela mesma.
Molly nem se mexeu, seu sono é bem pesado e profundo.
– Joaninha... - chamei pela segunda vez e peguei uma das suas mãos, segurei a mesma sem apertar.
Molly apertou a minha mão e resmungou algo que não entendi.
– Já chegamos? - Molly perguntou alguns segundos depois, sua voz é rouca por conta do sono.
– Ainda não, - respondi. - mas estamos quase entrando em Seattle. - informei.
Molly bocejou e piscou algumas vezes.
– A quanto tempo eu dormi? - Molly perguntou ainda sonolenta.
– Você dormiu quase três horas. - respondi. - para ser mais exato duas horas e cinquenta e quatro minutos. - falei olhando para o relógio do painel.
De repente ela dá um pulo assustada no banco.
–O que foi? - perguntei e desvio minha atenção da rodovia para olhar em sua direção
– Desculpa. - Molly pediu. - é que me assustei com o tempo que dormi. - disse me olhando com um pedido de desculpas.
Suspiro aliviado e volta minha atenção para a rodovia.
–Não me mate do coração. - pedi um pouco mais calmo. - pensei que tinha acontecido algo, ou que estava passando mal. - murmurei
– Desculpe-me. É que não imaginei que tivesse dormido por tanto tempo. - Molly explicou. - mas imagino que já deveríamos ter chegado a uma meia hora atrás. - diz.
– Sim, mas decidi ir um pouco mais devagar para você poder dormir. - falei e a olho de conto. - você estava cansada e precisava descansar. E não estamos com pressa para chegarmos em Seattle. - digo.
– Não precisava ter vindo tão devagar por minha causa. - Molly falou, mas não em um tom de repreensão.
Sorri de lado. Pego em sua mão e a levo para meus lábios, beijo o dorso de sua mão.
– Faço tudo para lhe ver bem, minha Joaninha. - murmurei.
Vejo Molly sorrir.
– Estamos muito longe? - a mesma questionou, mudando de assunto. - se estivermos longe, poderia fazer uma parada em uma lanchonete? - perguntou.
– Droga! - resmunguei e apertei o volante com um pouco de força.
– O que foi? - Molly perguntou preocupada e logo olhou para trás.
– Esqueci de lhe dar algo para comer antes de sairmos. - falei e soltou um chiado. - me desculpe, eu não me atentei a isso. - digo em um lamento.
Como não consumo mais comida humana a um bom tempo, esqueci completamente que Molly precisa se alimentar, mesmo que eu tenha reservado o restaurante, tinha que ter lembrado lhe dado alguma coisa para comer antes de sairmos de casa.
– Está tudo bem. - Molly murmurou. - antes de sairmos de casa, não estava com fome e nem me lembrei de pedir para levar uma maçã. - falou. - não tem que se sentir culpado. - garantiu.
Suspirei.
– Mesmo assim. Eu sinto muito. - falei sentido.
Sinto os dedos quentes dela em uma das minhas mãos que está no volante.
– Pare de se sentir culpado. Sou eu quem deveria lembrar de comer e não você. - Molly diz.
Suspirei mais uma vez.
– Consegue esperar até chegarmos em Seattle? - perguntei ainda chateado comigo mesmo.
– Claro. - Molly respondeu com um sorriso nos lábios. - consigo esperar para chegarmos em Seattle. - murmurou.
Assenti com a cabeça. Não falamos mais nada, Molly ligou o som e conectou o Bluetooth do seu celular, começou a tocar: It 's My Life - Drama Version, Mido and Falasol.
Pov. Molly
2:16 PM
Entramos na cidade e li a placa escrita:
“Bem vindo a Seattle”
Minha atenção muda, quando notei Jonathan segurar o volante com força mais uma vez, não preciso ler a sua mente para saber que está chateado com sigo mesmo por ter esquecido que preciso me alimentar.
– Sabe que não estou brava com você. - falei e sorri para Jonathan. - sou eu que consumo comida e sou eu quem deveria lembrar de tal coisa. - digo. - além do mais, não estava com fome aquela hora. - murmurei.
– Mesmo assim, me sinto responsável. - Jonathan falou. - não estou sendo um bom namorado. - diz.
Reviro os olhos para sua fala.
– Você continua sendo o namorado maravilhoso, carinhoso, cavalheiro, fofo, lindo, gostoso e perfeito. - digo listando alguns elogios.
Jonathan gargalhou alto.
– Gostoso, é? - o mesmo questionou.
Solto uma risada nasal.
– Eu lhe acho um gostoso. - murmurei com a voz rouca.
Passo minha mão sobre a coxa dele, Jonathan segurou minha mão quando chegou próximo a sua virilha.
– Molly! - Jonathan diz meu nome em tom de advertência.
Ri de sua advertência.
– Você é muito sem graça. - murmurou e faço biquinho.
– Guarde suas mãos para mais tarde. - Jonathan murmurou.
Dou risada.
_ Quebra de Tempo _
2:26 PM
Jonathan estacionei em frente a um restaurante muito bonito e aparentemente chique. Olho para o mesmo que sorri genioso.
– Vai me levar em um restaurante chique, onde não consumirá nada? - questionei olhando para o mesmo.
Jonathan me olhou indignado. Eu me seguro para não rir.
– Estou tentando ser romântico e você se preocupando se eu posso comer ou não. - Jonathan disse indignado, mas em tom de brincadeira.
– Eu sei, mas não precisa fazer isso. - falei olhando em seus olhos. - mas fico feliz que queira fazer essas coisas de “humanas” para mim. - digo.
Antes que ele diga alguma coisa, me inclino e beijo seus lábios. Afasto-me quando minha barriga roncou.
– Opa...! - murmurei e ri sem graça.
– Vamos antes que você desmaie de fome. - Jonathan disse tirando o cinto de segurança e saindo do carro.
Ri e faço o mesmo que ele. Jonathan ao sair do carro deu a volta no carro e abriu a porta para mim.
– Obrigada. - agradeci quando ele esticou a mão para me ajudar.
Jonathan travou o carro e fomos em direção ao restaurante. A um segurança na porta do restaurante e o mesmo abre a porta para nós e nos cumprimentou, acenei com a cabeça em agradecimento. Entramos e na entrada a Hostess estava de cabeça baixa olhando um caderno, olhei para a placa e leio o nome da mulher “Evelyn”.
Jonathan e eu nos aproximamos para falar com a Hostess. Ela percebe que tem pessoas se aproximando e levanta a cabeça, mas seu olhar foi direto para meu namorado e sua postura muda radicalmente.
– Boa tarde, senhor. No que posso lhe ajudar? - Evelyn a Hostess perguntou com a voz rouca e sedutora.
Ela me ignora completamente, como se eu não tivesse acabado de entrar junto com ele. Jonathan travou por não saber como sair dessa situação, talvez com medo de eu ficar brava por ele responder a mesma.
“ – Coitada. - pensei comigo mesma”.
Já que Jonathan não diz nada, tomei a frente.
– Boa tarde. A reserva em nome de... - a Hostess desvia sua atenção do meu namorado e me olha feio e me interrompe.
– Não está vendo que esse homem elegante está na sua frente? - a Hostess questionou. - espere sua vez. - falou alto.
No mesmo instante, percebo que a fala dela atraiu a atenção de algumas pessoas, isso me faz ficar com vergonha e irritada ao mesmo tempo. Nunca na minha vida tive que passar por isso, nem mesmo com Jace.
Escutei um leve rosnado vindo de Jonathan, olho pelo canto do olho e noto que Jonathan está irritado.
“ – Por favor, acalme-se. - pedi em sua mente. - não vá fazer besteira e revelar que somos diferentes. - falei preocupada.
– Acredito que sua chefe ou seu gerente não tenha ensinado a tratar os cliente dessa maneira. - Jonathan disse. - nem mesmo dar em cima ou flertar com os clientes que entram neste estabelecimento. - falou sério e irritado pela forma que ela me tratou.
Fico surpresa com sua irritação, normalmente Jonathan é doce e gentil, é difícil irritá-lo a não ser que alguém mexa comigo.
– Desculpe, senhor. É que essa senhora estava querendo passar a sua vez. - Evelyn justifica querendo estar certa em ter chamado minha atenção e me fazer ficar sem graça.
– E como minha namorada poderia estar furando a fila? - Jonathan questionou bravo.
Me seguro para não rir da cara de espanto.
– Se eu fosse uma maluca, barraqueira... meteria a mão na sua cara por dar em cima do meu namorado. - falei olhando furiosa com a mulher. - e quero falar com seu gerente. - digo.
“ – Agora é você quem deve se controlar. - Jonathan diz em minha mente”.
– Em vez de você dar em cima dos namorados das pessoas deveria ter notado que nós dois chegamos juntos. - falei olhando com fogo nos olhos. - além de me fazer passar vergonha, quis dar uma de certa. - digo e ri sem ter graça nenhuma.
– Senhorita, não precisa se exaltar. - Evelyn tentou me conter e pediu para me acalmar.
Olhei para ela como se ela estivesse louca, não estava alterada e nem gritei, apenas falei séria e firme.
– Tudo bem, vou me acalmar. - falei olhando e cruzei os braços. - agora quero que chame seu gerente ou o dono. - disse.
Antes que ela pudesse contestar. Um homem loiro de terno azul se aproximou de nós.
– O que está acontecendo? - o homem perguntou.
Vejo ele olhar para Evelyn.
– Boa tarde. A sua funcionária insultou minha namorada e deu em cima de mim. - Jonathan respondeu chutando o balde.
A mulher pisca algumas vezes sem acreditar que meu namorado a dedurou.
“ – Ela pensou mesmo que ele daria mole para você. - pensei”.
“ – Com certeza não. - Jonathan respondeu em minha mente”.
– Evelyn? - o homem questionou.
– Foi apenas um mal entendi. Não percebi que a senhorita estava com o senhor. - Evelyn tenta explicar.
Ri de mau humor.
– Estou te esperando no carro. - falei olhando para Jonathan
Dou as costas para os três. Escuto o homem de terno dizer algo para Jonathan, mas meu namorado dispensa qualquer coisa que o homem dizia. Saio do restaurante e sei que Jonathan está vindo atrás de mim.
– Sinto muito. - Jonathan pediu.
– Pelo que? - questionei. - por ser gostoso? - perguntei. - se toda vez alguém te achar gostoso e flertar com você na minha frente e você ficar chateado, vamos brigar toda vez. - falei.
– Tudo bem. - Jonathan diz e me abraça por trás.
Jonathan beija minha bochecha e esfrega a ponta do seu nariz em meu pescoço.
– Sei que queria algo romântico, mas se importa se formos em uma hamburgueria? - perguntei olhando para o mesmo.
Jonathan sorriu e beijou meus lábios.
– Nem um pouco. E você é quem manda. - Jonathan respondeu
Sorri e lhe dei um beijo.
– Podemos jantar em um lugar muito bonito que pesquisei a alguns dias e que deve ser uma delícia. - falei e o puxei para o carro.
Jonathan me deu a chave para poder escolher o lugar que queria almoçar. Entramos no carro e sai na vaga.
– Me diz o lugar para que eu faça as reservas. - Jonathan falou.
– Certo. - respondi e falei o nome do restaurante.
Enquanto dirigia, Jonathan fez as reservas no restaurante que queria.
_ Quebra de Tempo _
Jonathan e eu fomos em uma hamburgueria temática que achei interessante. Entramos e fomos muito bem atendidos. Pedi uma mesa que fosse afastada dos outros clientes para ficarmos mais confortáveis.
Fizemos nossos pedidos e como somente eu comeria, o outro levaria para viagem.
– Podemos nos hospedar em um hotel. - Jonathan falou.
– Não vamos precisar. - respondi. - tenho um apartamento aqui em Seattle. - falei.
Jonathan me olhou estranho, o que me fez rir.
– Comprei e decorei quando começamos a namorar, achei que seria útil para quando quisermos fugir das nossas famílias. - falei e dei de ombro. - Esme quem decorou e sabe do apartamento. Ela deve ter posto a chave na bolsa. - digo.
– Você e minha avó estão de conversinhas? - Jonathan perguntou enciumado.
Achei fofo.
– Quase isso. - respondi. - meu pai também sabe do apartamento. - falei e dei de ombros.
– Bom... pelo menos ficaremos confortáveis em algo nosso. - Jonathan disse um pouco desconfortável.
– Esme disse que ficaria chateado com a compra do apartamento, pois isso, foi você que pagou pela decoração e reforma, assim como, nosso closet abastecido. - informei.
– Desculpe. É que gostaria de ter participado. - Jonathan diz e segurou minha mão. - não estou querendo ser machista, mas quero participar dessas coisas. - falou.
– Eu sei. Esme me disse. - murmurei. - mas queria fazer uma surpresa. Então me dê um crédito - falei. - e se não gostar do que Esme fez, ela disse que é para falar que ela muda. - informei.
Jonathan sorri.
– Tenho certeza que o apartamento está maravilhoso. - o mesmo diz. - minha avó é brilhante e tem bom gosto para coisas. - falou.
– Esme tem mesmo. Ela fez um esboço e achei maravilhoso. Não quis ver o resultado, vamos descobrir juntos como ficou - falei animada.
Nossos pedidos chegaram e comecei a comer o meu lanche com calma, enquanto Jonathan me observava.
– Isso é estranho. - falei olhando para ele.
– O que? - Jonathan perguntou com cenho franzindo o cenho.
– Você ficar me vendo devorar meu sanduíche. - falei. - isso é estranho. - digo.
Jonathan ri.
– Porque? Você fica linda comendo. - Jonathan diz.
Parei de comer e olhei para o mesmo, começo a gargalhar.
– Só você para gostar de me ver comendo. - falei para ele.
– Ué, você fica bonita. - Jonathan diz.
Revirei os olhos.
– Pare de me olhar dessa forma. - mandei e dei uma mordida em meu sanduíche.
Comi algumas batatas fritas e tomei refrigerante.
– O que quer assistir? - Jonathan perguntou.
– Não sei. O que está passando no cinema? - perguntei chupando as pontas dos dedos.
– Vamos ver. - Jonathan murmurou.
Ele pegou o celular e pesquisou sobre os filmes que estão passando no cinema de Seattle.
– Tem comédia romântica, comédia, terror, ação.. - Jonathan citou. - você quem escolhe. - diz.
– Não quero ver Comédia Romântica e me recuso a assistir filme de Terror. - falei olhando para Jonathan.
Ele franziu o cenho.
– O que você tem contra os filmes de Terror? - Jonathan perguntou.
Olhei para ele com a sobrancelha erguida.
– Não tem graça. - respondi. - sou uma caçadora de demônio. E já fui ao inferno. - falei. - quer algo mais assustador que isso? - questionei.
– Tem razão. - Jonathan falou e olhou para o celular. - está reprisando dois filmes em um cinema não tão longe daqui. - disse.
– Quais? - perguntei tomando um gole do refrigerante.
– Os filmes são “A Lagoa Azul” e “O Poderoso Chefão”. - Jonathan respondeu.
– Vamos assistir os dois? - perguntei olhando para ele.
Jonathan ri.
– Claro. - o mesmo concordou.
– Então vou comprar os ingressos. - Jonathan diz.
Olhei para ele e o repreendi com o olhar, mas deixei para lá, pois ele estava querendo ser romântico.
Terminei de almoçar e o Jonathan pagou a conta. Fomos ao cinema a pé também.

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