Pov. Jonathan
2nd Outubro, 8:36 PM
Depois do episódio do restaurante e do cinema, decidimos ficar quietinho no apartamento, pois era melhor para nós dois.
Assistimos vários filmes de diversas categorias, um mais legal que o outro, namoramos em alguns momentos e estreamos nossa cama nova. Neste momento Molly e eu estamos deitados no sofá, abraçados e nus.
– Você não está com fome? - perguntei em um sussurro no pé de seu ouvido.
Os pelos da nuca de Molly se arrepiam todo, fazendo com que a mesma risse.
– Um pouco. - Molly sussurrou. - acho que pedirei sushi. - murmurou e se virou.
Ela beija meu lábios com fervor, o clima começou a esquentar. Molly sobre em meu colo e começa a se esfregar em minha ereção.
– Molly... - gemi e rompi o beijo migrando para seu pescoço. - e o sushi? - perguntei sem deixar de beijar seu pescoço e apertou um de seus seios.
– Que se foda o sushi... - Molly gemeu em desesperou.
Ri e mudo nossas posições para poder chupa-la.
_ Quebra de Tempo _
8:58 PM
Depois de nos amar intensamente no sofá, Molly ressona no sofá. Decidi pegar o celular e pedi comida oriental e como não sabia o que ela gostava, pedi um pouco de tudo e o que acha que a mesma fosse gostar de comer. Com o pedido feito, observo Molly dormir e meus olhos vão a mordida em seu ombro, onde a marca de meus dentes estão, sorrio ao lembrar do nosso momento na clareira e em como nós nos entregamos um ao outro, foi incrível e mágico a nossa conexão.
– Porque está tão pensativo? - ouço sua voz rouca me perguntar.
Sorri e vou até a mesma para abraçá-la, beijando seus lábios rapidamente.
– Estava apenas pensando em você. - murmurei com sinceridade.
Molly abre os olhos para me fitar, ela sorri e beija também rapidamente.
– Eu te amo. - a mesma sussurrou.
– Não mais que eu. - sussurrei e a beijei apaixonadamente.
Rompemos o beijo e ela se aconchega em meus braços.
– Você pediu comida? - Molly perguntou.
Sorri e beijei o topo de sua cabeça.
– Pedi. Deve demorar mais ou menos uns trinta minutos. - murmurei.
Molly suspirou.
– Então dará tempo de tomarmos um banho. - a mesma murmurou.
Ri.
– Com certeza. - sussurrei.
Molly dá risada e se levanta, deixando o lençol escorrer pelo seu corpo, deixando seus seios e corpo à mostra. Ela sai do sofá e vai na direção do corredor que dá para os quartos e banheiro.
– Você não vem? - Molly perguntou parando na entrada do corredor e me olhando por cima dos ombros.
Rosnei e a mesma saiu correndo na direção do banheiro, mas a pegou no colo com rapidez e a levou para o banheiro.
~40 Minutos Depois ~
Deixo Molly terminar de tomar seu banho, quando escuto o interfone tocar, o porteiro disse que o entregador estava aguardando. Então em minha velocidade vampiresca, visto uma roupa e saio do apartamento, desço pelo elevador e vou até a portaria. O entregador me esperava com meu pedido em mãos, pego e pago o que pedi, volto para o apartamento, onde encontro uma Molly sentada na ilha da cozinha mexendo no celular com apenas uma camisa de seda verde escuro.
– Está sem calcinha? - questionei ao passar pela porta e trancá-la logo que entrei.
Molly desvia sua atenção do celular para me encarar.
– Não vejo problema em não usar calcinha. Estamos só nós dois aqui. - a mesma respondeu com sorriso maroto.
Ri e balanço a cabeça descrente.
– Seu jantar chegou. - murmurei e me aproximei da mesma.
– Eba! - Molly comemorou.
Coloquei a sacola na mesa e Molly me olhou espantada.
– O que foi? - questionei com cenho franzido.
– Você vai comer comigo? - Molly perguntei.
Olho para a mesma como se fosse louca.
– Você pediu muita comida. - a mesma diz, esclarecendo e ri.
– É que não sabia o que você gostava e pedi o que achei que poderia ser gostoso. - falei um pouco sem jeito.
– Está tudo bem, estava apenas tirando onda com você. - Molly murmurou. - muito obrigada. - agradeceu e me deu um selinho.
Ela abre o saco e tira as embalagens de dentro, quando vejo ela por tudo em cima da mesa, percebo que exagerei.
– Vamos ver o que tem nesse. - Molly diz e abre uma das embalagens. - uhm... bolinho primavera. - murmurou.
Molly pegou um e comeu, a mesma gemeu deliciando.
– Isso é delicioso. - ela murmurou.
– Que bom que acertei. - falei e beijei o topo de sua cabeça.
– Vou ver o que tem nas embalagens e o que não quiser comer, deixo para amanhã. - Molly diz
Concordo com a cabeça. Molly abriu todas as embalagens e pegou o que queria.
Enquanto comia, peguei o que ela não comeria naquele momento e guardei tudo na geladeira.
– Aconteceram tantas coisas que esqueci de contar um fenómeno raro de acontecer. - Molly diz ao limpar a boca com o guardanapo.
– O que aconteceu? - perguntei curioso.
– Ellen, Lucy, Willy e Julie sofreram Imprinting com Apollo, Zack, Naomi e Allan. - Molly contou.
Arregalei os olhos em choque.
– É raro acontecer mais de uma Ligação de Almas ao mesmo tempo. - Molly contou. - mas foi muito bonito de presenciar isso, sempre quis ver ligações de almas se ligarem ao mesmo tempo. - contou.
– Eles são companheiros. - falou em choque, saindo da minha paralisação momentânea.
Molly gargalhou.
– Sim, gatinho. Eles se tornaram companheiros. - a mesma diz e sorri alegre.
– Caramba. - digo e me sento à sua frente na ilha da cozinha.
– Pois é. - Molly murmurou. - foi bem inesperado, estávamos correndo até chegar em uma clareira para encontrar com a alcateia do Jacob, meu irmão mais novo chegou primeiro, já os mais velhos ficaram para trás inclusive eu. Aí quando chegamos, já tinha acontecido. - contou.
– Caramba. - murmurei. - Edmund deve ter ficado louco. - digo.
Molly suspirou.
– Ele não gostou muito, mas não pode fazer nada. - Molly disse. - você ficou sabendo da confusão que ele arrumou com a Luna e a Sol? - perguntou.
– Soube por cima. - respondi e era verdade.
Jacob nos contou que Edmund confundiu Sol com a irmã gêmea e a acusou de trair Seth.
– Matteo ficou louco por acusar a Sol de traidora. Ele é super protetor com a irmã gêmea da companheira dele, se algo acontece com Sol, o mesmo já ativa o seu lado protetor. - Molly disse. - desde aquele dia, Matteo não suporta a presença de Edmund. - contou.
– Vish. - murmurei.
– Quando a meninas me contaram, fiquei louca também. - Molly disse. - onde já se viu dizer que uma pessoa traiu a outra sem ter uma prova concreta. - murmurou. - mas não passei pano para Luna, pois tanto lugar para namorar, tinha que ser no carro e no meio do mato. - falou.
Ri e sorri sacana.
– Você não pode dizer muito. - murmurei e gargalhei com a careta que a mesma fez.
– É diferente. - Molly murmurou. - nós sabíamos que ninguém apareceria na clareira. - argumentou.
Sorri e me estiquei para beijar seus lábios.
– Então, não seremos mais o casal novidade - murmurei.
Molly ri.
– Bom... teoricamente somos. Ninguém ainda sabe que estamos juntos. - a mesma diz.
Levantei uma sobrancelha.
– Bem... quase todo mundo não sabe. - Molly se corrigiu.
– E como foi a festa do pijama? - perguntei.
Molly arregalou os olhos.
– Foi incrível, mas você não sabe o que aconteceu. - Molly diz animada.
Franzi o cenho, pois soube que Edmund aprontou mais uma vez e não era motivo da mesma ficar feliz.
– Aconteceu outra coisa, além do Edmund invadir a festa que você preparou? - perguntei.
Molly torceu o nariz.
– Nem me lembre disso. - Molly falou. - meu pai está puto por ele ter aparecido nu na minha sacada. - disse.
– ELE O QUE! - exclamei e rosnou furioso.
– Não se preocupe que quando percebi que ele estava sem roupa, olhei para cima. - Molly diz para me tranquilizando
– Não é por causa disso que me descontrolei, mas sim pela falta de educação e vergonha. - falei me acalmando. - confio completamente em você e mesmo que olhasse sei que não significaria. - digo pegando sua mão e apertando.
Molly me olha emocionada e sorri para mim.
– Mas não foi isso que aconteceu. - a mesma murmurou. - a Tikki saiu e deixou o Plagg com os filhotes. - disse. - lembra que acabei ligando acidentalmente? - perguntou.
– Como poderia esquecer. - murmurei e ri. - você achou ela? - perguntei.
– Não sei o que ela foi fazer exatamente, acho que foi fazer suas necessidades fora de casa para poder ficar um pouco em paz. - Molly falou. - quando fui na sacada para ver se conseguia ver ela, a mesma voltou e vinha com um filhote de gato na boca. - contou.
– Mentira. - digo e ri.
– E não para por aí. A Tikki voltou mais quatro vezes e trouxe cinco filhotes de gato Bengala. - Molly contou.
Gargalho alto sem acreditar.
– Então agora você é vovó de mais cinco gatos? - questionei.
Molly sorri.
– Eu sou. E com muito orgulho. - a mesma diz.
Ri.
– Você tinha que ver aquelas coisas gostosas. Eles são de cores diferente e é como se a tinta da mãe deles tivesse acabado. - Molly contou animada. - o Plagg ficou olhando para Tikki como se ela fosse louca, mas a mesma nem deu bola. - falou. - os filhotes deles, ficaram curiosos, mas não ficaram arisco. O que é muito bom. - disse.
Olho para Molly e sorri ao ver a felicidade em seus olhos ao contar sobre a novidade.
– Sei que é louca ter tanto gato, mas não poderia jogá-los para fora de casa. - Molly falou. - eles pareciam ter acabado de nascer e acho que a mãe deles partiu. - diz sentida.
Me levanto e dou a volta na ilha, abraço Molly para confortá-la.
– Sinto muito. - murmurei. - mas pense que eles estão em um lar seguro, onde não serão machucados ou sofreram. - digo.
Vejo um sorriso de lado, a mesma se afastou e beijou meus lábios.
– Tem razão. Eles estão seguros. - Molly concordou.
O celular de Molly apitou, assim como o meu. Ela olha para o aparelho e fica preocupada.
– É meu pai. - a mesma murmurou.
Vou até meu celular para ver de quem era a mensagem.
Pai: Onde você está?
Pai: Sua avó disse que viajou!
Pai: Viajou para onde?
Pai: O que está acontecendo?
– É meu pai. - falei e ri.
– Porque está rindo? - Molly perguntou.
– Ele quer saber onde estou. E escreveu de um jeito que me fez imaginar a expressão facial dele. - murmurei.
Molly ri. Digitei rapidamente, dando uma resposta ao meu pai.
Eu: Estou bem, pai. Não se preocupe.
Eu: Diga à mamãe que estou bem. E para não se preocupar.
Eu: Amo vocês.
– E o que seu pai escreveu? - perguntei curioso.
A mesma sorri.
– Ele perguntou se estava bem. Esme avisou que estou com você. - Molly respondeu. - ele disse que Liam está louco comigo por ter fugido deles. - falou.
Fico sério.
– Não quero que brigue com seus irmãos por minha causa. - falei indo até a mesma.
– Não se preocupe. Não é a primeira vez que faço uma coisa dessas. - Molly diz. - eles sempre me obrigam a ir junto nas caçadas que eles fazem e quando estou satisfeita ou estou agitada, tenho o hábito de fugir para me esconder ou ficar sozinha. - falou.
Olho surpresa para ela.
– Porque faz isso? - perguntei.
Molly sorri.
– Meus irmão são um pé no saco as vezes. E quando eles são muito grudentos fico incomodada com o jeito deles. - a mesma respondeu e desviou seu olhar.
Olhei preocupada para ela.
– Você foge do amor deles. - falei e a mesma ficou tensa. - sabe que eles te amam né? - perguntei.
Ela me olha com os olhos cheios de lágrimas.
– Eu sei. - respondeu com a voz rouca. - mas também sei que decepcionei muito eles com minha ausência, escolhi ficar e ser uma Nephilim mesmo que minha mãe tenha sido expulsa. - falou.
– Se sente assim, por que ficou? - perguntei confusa.
– Por causa do Alec. - a mesma respondeu. - sempre fui para frente quando era criança, poderia me consideram uma criança meia vampira e meia humana. - disse. - quando olhei para ele, soube que meu destino era ficar ao lado dele e que faríamos coisas incríveis. - falou e sorriu, mas logo sumiu. - mas isso teve consequência, meus irmãos ficaram chateados com minha decisão quando era pequena. - murmurou.
Não sabia o que fazer, então abraço a mesma apertado.
– Está me apertando. - Molly diz baixo.
Afasto-me da mesma.
– Eles não te odeiam se está pensando nisso. - falei olhando em seus olhos. - eles têm orgulho da mulher que se tornou. E não importa da decisão que tomou, eles ficaram do seu lado no caminho que traçou, mas não souberam demonstrar. - diz. - e não deveria fugir de quem se ama. - murmurei.
Molly fungou, mas sorriu para mim.
– Obrigada. - a mesma sussurrou. - você sempre está dizendo as coisas certas. - diz.
– É claro. Você não se enxerga como deveria. - digo para provocá-la.
Molly me olha indignada.
– Eu me vejo sim. - a mesma retrucou e fez bico.
Sorri e beijei seus lábios para desfazer seu bico. Ela quebra o beijo para brigar comigo, mas não a deixo fazer isso, levo a mesma para o quarto e a colocou delicadamente na cama sem quebrar o beijo. Nos amamos mais uma vez e com muita paixão.

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