Pov. Jonathan
2nd Outubro, 9:14 AM
Molly e eu decidimos passar esse domingo juntos, sem nos importar se seremos descobertos pela nossa família. Pensamos passar o dia em Seattle, mas como nossas roupas estão destruídas, liguei para minha avó (Esme) para pedir e trazer mudas de roupas e pares de sapatos. Estamos na floresta a alguns metros da estrada.
– Não deveria ter ligado para Esme. - Molly diz um pouco nervosa. - ela deve estar ocupada. - murmurou.
Olho para minha garota e sorri para a mesma ao perceber que está constrangida e envergonhada, é fofo a sua reação.
– Dá para você parar. - a mesma resmungou e me olhou feio.
Vou até a mesma e enlaço com meus braços ao redor de sua cintura, beijo a sua bochecha.
– Não precisa se sentir acuada e envergonhada. Esme é super tranquila, ela não vai te julgar. - digo sendo sincero e sorri-o.
Molly rosnou e consegue se livrar dos meus braços, me seguro para não rir de sua ação.
– Não estou com vergonha, nem acuada. - Molly diz emburrada. - talvez devêssemos ter ligado para meu pai. - falou.
Arregalei os olhos.
– Você está querendo ficar viúva cedo, mulher. - falei indo até ela e a abraço a sua cintura novamente. - ele me matará se souber que tirei a inocência da garotinha dele. - digo.
Molly riu.
– Besteira. Ela não matou o Scott por ter transado com minha irmã, Malia. E nem do Matteo. - Molly argumentou. - além do mais, meu pai é super tranquilo com relação às filhas namorarem garotos ou garotas. - disse.
Suspirei com sua fala e me senti mais tranquilo em saber que não morreria.
– Mas não posso dizer o mesmo com relação aos meus irmãos, Liam e Apollo. - Molly murmurou.
Olhei para ela sem piscar.
– Os dois são muitos ciumentos, mas talvez, eles não falaram nada com medo de mim. - Molly diz.
Essa informação faz com que meu corpo tremer todo. Ela sorri vitoriosa.
– Você só está me fazendo sofrer. - acusei e soltei um resmungo.
A loba má a minha frente sorriu sapeca para mim.
– Só um pouquinho. - ela respondeu em um tom sedutor.
Ela envolve seus braços ao redor do meu pescoço e fica com os lábios próximos aos meus.
– Mas não posso garantir que eles não te torturam ou falem alguma chantagem. - a mesma sussurrou com a voz rouca.
As suas pupilas dilataram e antes que diga alguma coisa mais para me provocar, beijo seus lábios com urgência e brutalidade. Molly solta um gemido abafado pelos nossos lábios. Separei bruscamente de seus lábios, quando escutei um barulho de folhagem e galho se partindo, viro-me na direção do som, me colocando na frente de Molly para lhe defender do ataque.
– Acalme-se Jonathan. - Vó pediu quando lhe mostrei os dentes e soltei um rosnado de aviso.
Vó sai de dentre as árvores.
– Desculpe Vó. - pediu envergonhado.
Volto a ficar ereto.
– Está tudo bem. - Vó diz e sorri tranquila.
Ela olhou para trás de mim... para minhas costas.
– Bom dia. - Molly murmurou olhando para minha avó e sorri sem jeito.
Minha avó sorri e não diz ou faz nenhum comentário.
– Trouxe as roupas que vocês pediram e peças íntimas. - Vó falou e estendeu o braço com duas sacolas na mão.
Pego as duas sacolas e olhei dentro delas, dou uma das sacolas com roupas femininas para Molly.
– Vou esperá-los no carro. - Vó falou um pouco incomodado com algo.
Antes que Molly disse algo, Vó já não estava à nossa frente.
Molly ficou parada olhando fixamente para onde minha avó estava. Aproximo-me dela e segurou sua mão direita.
– Está tudo bem? - perguntei preocupado.
Molly trás seu olhar para mim.
– Sim. Apenas estava distraída. - a mesma murmurou olhando em meus olhos.
– Tem certeza? - insisti. - sabe que minha avó...
Molly me interrompe.
– Não é nada disso. - a mesma diz. - sei que Esme está feliz por nós dois. - murmurou e riu sem jeito. - a questão é que estamos em uma situação preocupante. - falou. - até parece que caçamos demônios. - diz me olhando de cima para baixo.
Me afasto da mesma para poder olhá-la dos pés a cabeça, apesar de não estar com a pele suja, Molly está com as roupas sujas de terra e um pouco molhadas, em alguns lugares tem folhas.
– Acho que devemos tomar um banho, antes de colocar as roupas limpas. - falei olho para o estado das minhas roupas.
– Não era bem isso que eu quis dizer. - Molly disse. - quis dizer que Esme deve ter se assustado com nosso estado lastimável... - falou.
– Não queremos atrapalhar vocês... - Vó diz chamando a nossa atenção. - vocês deveriam ir em casa tomar banho. - falou.
Argumentaria, mas Vó levantou a mão para me impedir de falar.
– Fiz com que as crianças saíssem de casa. - Vó falou se referindo aos meus pais e meus tios. - ela andam muito tempo enfurnados dentro de casa e os mandei que fossem fazer algo mais produtivo. - diz. - todos estão fora, fazendo alguma coisa e somente Carlisle está em casa, já que não está de plantão hoje. - comentou - mas para não preocupar vocês, acho que Carlisle sabe ou desconfia de alguma coisa. E tenho certeza que não comentou com ninguém ou ficou pensando perto do Edward. - contou.
Fico surpreso com a revelação da minha avó, não tinha percebido que estava sendo bem óbvio. Talvez tenha sido pego na viagem de caça.
– Não vejo motivos dele não saber. - Molly murmurou de repente.
Viro-me e olhou surpreso para ela.
– Minha mãe também parece saber que tem algo acontecendo com nós dois, mas diferente do meu pai, minha mãe é mais discreta. - Molly diz rindo. - acho que podemos deixar mais na cara e ver se eles percebem. Seria divertido eles descobrirem por conta própria. - falei.
Pisco algumas vezes com o que ela disse e meu olhar vai em direção ao seu ombro, onde sei que a marca da minha mordida está. Olho outra vez para seus rosto e a mesma sorri tranquilamente.
– Tudo bem. - falei e sorri olhando em seus olhos.
– Que bom que acertaram. - Vó diz aliviada. - já estava pensando em como conversaria os dois a virem tomar banho.
Rimos pela reação da minha avó.
– Vamos. - Vó pediu dando as costas para nós.
Seguimos a mesma pelo caminho que tinha vindo, quando chegamos na estrada, vemos o carro no acostamento, passo na frente delas e abro a porta do passageiro para que Molly entrasse.
– Obrigada. - Molly agradeceu e me deu um selinho de agradecimento, antes de sentar no banco do passageiro.
Assim que ela se ajeitou no banco, não deu tempo de dar a volta e abrir a porta da minha avó, pois a mesma já estava abrindo a porta do motorista. Então, vou para a porta de trás e me sento no banco de trás.
– Podemos ir? - Vó perguntou olhamos para nós dois.
Assentimos com a cabeça. Vó da partida e vamos para casa.
_ Quebra de Tempo _
9:21 AM
Vó estaciona o carro em frente a nossa casa. Saímos do carro e ajudei Molly a descer do mesmo. Ela sorri para mim em forma de agradecimento. Antes que fossemos para frente da casa, vemos meu avô nas escadas.
– O que aconteceu com vocês dois? Rolaram na lama? - Vô perguntou abismado e se segurou para não rir do nosso estado.
– É que dormimos na floresta. - Molly respondeu um pouco sem graça.
Franzi o cenho.
– Desde quando sabe que estamos juntos? - questionei encucado.
Vô sorri brincalhão. Vó foi até o mesmo e beijou a bochecha dele.
– Desconfiei a algumas semanas e no primeiro dia da caçada, confirmei as minhas suspeitas. Aí tive certeza que Esme estava te ajudando. - falou.
Senti Molly ficar tensa.
– Não tem que se preocupar, querida. Não estou dando bronca. - Carlisle diz olhando para Molly que relaxa quando meu avô diz isso.
– Porque não vamos tomar banho. - sugeri e beijo o topo de sua cabaça.
– É uma boa ideia. - Vó diz, nos olhando dos pés à cabeça.
Olhamos para eles.
– Não sinto nenhum mal odor vindo de vocês, mas o estado das roupas de vocês é despertado. - Vó falou e torceu o nariz com a nossa aparência.
Molly não consegue se segurar e ri.
– Devemos estar medonhos. - Molly diz.
– Você está linda. - digo a elogiando.
Molly me olhou com a sobrancelha erguida.
– Sua opinião não conta. - Vó diz.. - qualquer coisa que Molly estiver vestida, você dirá que ela está linda. - falou.
– Vamos, antes que receba mais pedrada. - digo emburrado com meu jeito cavalheiro.
Molly ri mais uma vez e a arrasto para dentro de casa.
– Bom dia, Carlisle. - Molly deseja em um tom um pouco mais alto.
– Bom dia, querida. - Vô respondeu de volta.
Guio Molly até meu quarto, fecho a porta e tranco a mesma. Olho para a mesma que está sorrindo debochado.
– O que você vai aprontar? - questionei indo até a mesma.
– Nada. Não estou aprontando nada. - Molly diz e sorri.
Ela rodeou os braços ao redor do meu pescoço.
Ri e segurei a sua cintura, beijos seus lábios com vigor. Molly quebra o beijo e se afasta indo na direção do meu banheiro.
– Você está me provocando, Joaninha. - acusei.
Molly para na porta do banheiro e antes de adentrar o banheiro, ela olha por cima dos ombros, vê o resquício do seu sorriso maroto.
– Se quiser me acompanhar no banho, fique a vontade. - Molly falou em tom malicioso.
Ela pisca para mim o que me faz rosnar já ficando excitado. Vou até a mesma com rapidez e a pego na cintura a levando para dentro do banheiro.
– Jonathan!!! - Molly gritou e se agarrou em meu pescoço.
Coloco Molly sentada sobre a bancada da pia e atacou seus lábios mais uma vez, em um beijo devorador. Ela por sua vez, gemeu quando comecei a me esfregar em sua b0cet@ por cima do shorts de tecido que está usando.
– Jonathan... - Molly gemeu desesperada e segurou minha camisa com força.
Com agilidade começo a arrancar as nossas roupas com rapidez. Pego novamente Molly no colo, a mesma estremeceu quando pressionei meu membro na sua b0cet@.
– Agora é você quem está me provocando. - Molly sussurrou com a voz rouca.
Sorri maroto para ela e beijei seus lábios, andou com a mesma até que sua costas fique encostada no azulejo, dou um jeito de abrir o registro. A água caiu sobre as nossas cabeças, Molly gemeu de prazer e suspirou contra meus lábios ao apreciar a água morna que cai em nossos corpos. Rompi o beijo para que ela pudesse respirar, mas logo voltamos a nos beijar desesperadamente, a mão da mesma passa pelo meu corpo até chegar em meu membro e o guiou para sua entrada.
Precioso seu corpo contra a parede e entro dentro dela com lentidão, gememos juntos e estremecemos. Aprecio cada centímetro do seu canal v@gin@l.
Nós nos amamos com lentidão, com amor e cumplicidade.
_ Quebra de Tempo _
10:15 AM
Molly saiu primeiro para que eu pudesse tomar um banho decente. Assim que termino, desligo o registro e saio do chuveiro com a toalha enrolada na cintura, vou para a quarto e para no lugar ao ver Molly só de roupa íntima preta na frente do espelho comprido secando o cabelo com o secador que tinha comprado para ela pudesse usar quando quiser.
– Vá vestir uma roupa logo. Se não chegarmos muito tarde em Seattle. - ela disse ao desligar o secador de cabelo.
Não digo nada e faço o que ela me pediu, vou para meu closet e me vesti. Não demorou muito para me vestir. Escolhi uma calça de linho preto e um suéter verde.
Enquanto me arrumava, pensei em levar Molly a um restaurante para um encontro romântico, apesar de não poder comer, quero ter um momento romântico para mim. Então, reservei um lugar bem bonito para nós dois.
– Espero que esteja pronto. - Molly disse no quarto.
Guardei o celular no bolso da calça e saiu do closet. Ao sair fico impressionado com a beleza da minha companheira. Molly está com uma calça bege de tecido parecido com a minha calça, uma blusa marrom e sapatilha branca elegante nos pés. Seus cabelos estão soltos e levemente ondulados.
–Eu sei. Estou maravilhosa. - Molly diz nada modesta e ri.
– Nem um pouco modesta. - acusei.
– Sou apenas sincera. - Molly disse dando de ombro.
Ri e vou até ela, lhe dei um selinho. Olhei no fundo dos seus olhos.
– Te amo. - sussurrei próximo aos seus lábios.
Molly me olhou profundamente e sorriu.
– Te amo, muito mais. - Molly disse.
– Isso é impossível, pois eu te amo muito, muito mais. - falei e antes que discordasse comigo, beijo seus lábios.
Molly sorriu durante o beijo e rompeu antes que avançássemos mais do que beijos.
– Desse jeito não vamos sair daqui. - Molly murmurou com a voz rouca.
– Tem razão. Não vou conseguir resistir a minha joaninha gostosa. - falei galanteador e beijo a ponta do seu nariz.
– Seu bobo. - Molly cantarolou.
Sorrio e lhe dou mais um selinho. Saímos do quarto e descemos as escadas, notamos que não tinha ninguém.
– Acho que eles saíram. - Molly comentou.
– Deve ser. - murmurei e torci o nariz.
Não queria imaginar o que eles estão fazendo.
– Bom... Vamos? - Molly perguntou. - pensei em irmos ao cinema. - murmurou.
– Tudo bem. - concordei e sorri. - mas antes tenho uma surpresa para você. - falei sendo misterioso.
– Ah... não, Jonathan. Sabe que odeio surpresas. - Molly resmungou e ficou emburrada.
Me seguro para não rir do seu drama.
– Você não gosta de não ter o controle das situações. - acusei e sorri-o.
Molly ficou quieta, mas me olhou mortalmente, a mesma se afastou de mim e saiu de dentro de casa. Sigo a mesma que está indo na direção do carro.
– Não fique assim, amor. Quero apenas fazer uma surpresa. - falei indo até a mesma. - vou apenas lhe levar a um lugar que espero que goste. - digo sussurrando em seu ouvido.
Os pelos de sua nuca se arrepiaram todos, me sinto vitorioso por ter lhe causado isso.
– Tá legal. Me leva para esse tal lugar... - Molly diz e se virou para mim.
Molly beijou meus lábios apaixonadamente e rompe o beijo, ela vai até o carro e entra no passageiro, isso me faz rir ao ver em seus lábios um biquinho emburrado.
– Crianças! - Vó chamou nossa atenção.
Viro-me para olhar para a mesma, escuto a porta do carro se abrir. Percebo algo que tem em sua mão, Vó segurava uma bolsa preta média em sua mão direita.
Franzi o cenho.
– Porque não tirem uns três dias de folga. Amanhã farpa sol e os outros não irão ao colégio. - Vó disse.
Fico em silêncio, não queria tomar uma decisão sozinho.
– É uma excelente ideia. - Molly diz e toca levemente meus dedos, mas passa por mim e vai até minha avó. - quando o sol voltará? - perguntou para a mesma.
Vó sorriu.
– Alice ligou e não deu uma certeza, mas na terça ou na quarta. - Vó respondeu.
– Tudo bem. - Molly disse e sorri.
Molly beijou a bochecha da minha avó e veio até mim.
– Vamos, meu amor? - Molly perguntou sorrindo.
10:48 PM
Ela pega novamente a minha mão e logo solta. Olhei para minha avó e sorri em agradecimento. Dou a volta no quarto e entro no mesmo, sento-me no banco do motorista, ponho o cinto e ligo o carro. Saio da propriedade e pego a estrada para Seattle.
– Ficará chateado se eu dormir um pouco? - Molly perguntou.
Olhei para a mesma.
– É claro que não me importo. - falei e seguro a sua mão. - durma um pouco, joaninha. - digo.
Molly sorriu e não demorou muito para a mesma pegar no sono, sabia que a mesma estava cansada.

Sem comentários:
Enviar um comentário