6th Outubro, 5:29 PM
Jace, Izzy, Alec e Molly estão na sala de treinamento. Enquanto Jace e Alec atacavam, Izzy e Molly se defendiam. Elas se defenderam dos ataques dos dois. Os quatro estavam esperando Clary e Magnus voltarem da casa da mãe e de seu padrasto para poderem se arrumar e caçar demônios.
– Será que Clary vai demorar? - Alec perguntou desviando do ataque de Molly.
– Acho que não. - Jace respondeu se afastando do centro para poder tomar água.
Molly parou e olhou para o loiro.
– Manda mensagem. - a mesma falou. - pois adiantamos enquanto ela não chega. - disse.
– Uma boa ideia. - Izzy concordou.
Jace assentiu e pegou o celular.
– Ela enviou uma mensagem. - o mesmo murmurou.
– O que ela escreveu? - Alec perguntou.
– Disse que estava voltando com Magnus. E que está pronta e que era para nós nos arrumar. - Jace respondeu. - Magnus também vai conosco. - disse.
Alec assentiu com a cabeça.
– Faz tempo que ela mandou mensagem? - Molly perguntou.
– 5 minutos. - Jace respondeu.
– Certo. Então vamos nos arrumar. - Izzy murmurou.
Todos saíram da sala de treino e foram para seus quartos, apesar de Molly não morar mais no Instituto de New York, os irmão Lightwood não deixaram a mesma desfazer seu quarto. Então, Molly entrou em seu quarto e foi direto tomar banho, mesmo que fosse caçar demônios e com certeza voltaria podre, ela estava muito suada e precisava de um banho rápido.
5:42 PM
Quando saiu do banheiro enrolada na toalha verde, ela foi ver o que tinha no seu closet. Molly vestiu uma conjunto de lingerie preta, calça legging preta e bem colada no corpo, t-shirt preta com “Freedom” escrito na frente e nos pés a mesma decidiu usar uma bota de salto alto preta.
– Já estou pronta. - Izzy murmurou ao entrar no quarto.
Como Molly estava de frente para o espelho, ela sorriu.
– Estou quase pronta, vou apenas fazer duas tranças. - Molly murmurou.
– Quer ajuda? - Izzy perguntou.
– Não precisa. - Molly respondeu. - mas obrigada. - murmurou.
Izzy piscou para a mesma e se sentou na ponta da cama. Comecei a trançar meus cabelos em duas tranças embutidas.
5:48 PM
Quando estava transando do outro lado do meu cabelo, a porta do quarto da Molly é aberta e duas pessoas passam por ela.
– O que fazem aqui? - Molly perguntou olhando para Jace e Alec.
– Está chato no quarto do Alec. - Jace respondeu.
– Ele quem me arrastou. - Alec se justificou colocando a culpa em Jace.
– AAAA! Agora a culpa é minha. - Jace retrucou em um resmungo.
– Sem brigas em meu quarto, crianças. - Molly murmurou e sorriu para eles pelo espelho.
Os dois olham para a mesma que pisca para ambos. Izzy gargalhou.
O celular de Molly começa a apitar, significando recebimento de mensagem, a mesma para o que estava fazendo para olhar o celular e arregalou os olhos quando vê quem é.
– Quem é? - Jace perguntou curioso.
– Não é da sua conta. - Molly respondeu e lhe mostrou a língua. - homem curioso. - murmurou.
– Ah. Me diz quem lhe enviou mensagem. - Jace insiste e se levanta da poltrona que tem no quarto dela para poder pegar o celular da mesma.
Molly é mais rápida, sem tirar uma das mãos de sua trança, ela pega o celular e enfia o mesmo em sua calça. Ela olhou para Jace com um olhar de advertência.
– Nossa. Calma. Não precisa ser tão agressivo assim. - Jace diz olhando com as mãos para cima.
Alec e Izzy tentam não rir, mas falham miseravelmente.
– Porque de vez de querer cuidar da minha vida veja se Clary e Magnus já estão chegando. - Molly diz brava com Jace.
– Tá bem. Estressadinha. - Jace murmurou e voltou para onde estava.
Molly termina rapidamente a última trança, a mesma desbloqueia o celular para ler e escrever.
Gatinho: Oi, Joaninha
Gatinho: Você pode receber ligação?
Gatinho: Estou morrendo de saudade
Molly leu mentalmente, a mesma sorri apaixonada.
Molly: Desculpa, Gatinho
Molly: Agora não dá para conversar por telefone
Molly: Estou indo caçar demônios
Molly: Quando voltar
Molly: Juro que mando mensagem para saber se podemos nós falar
Molly sabia que ele ficaria triste, mas naquele momento não poderia falar com seu amado.
~ Jonathan digitando
Gatinho: Está tudo bem em New York?
Gatinho: Pensei que estava tudo sobre controle
Molly suspirou, pois sabia que o mesmo estava preocupado com sua segurança.
Molly: Está tudo bem
Molly: Mas precisamos ter certeza se está em perfeita ordem
Molly: Não se preocupa, não estou indo sozinha
Molly: Ficai bem. Juro
Assim que terminou de escrever, Jonathan começou a digitar.
– Queria ser uma mosquinha para saber com que a senhorita está conversando. - Jace murmurou.
– E eu gostaria de ser um pato para te devorar. - Molly retrucou.
Jace se arrepiou todo e estremeceu.
– Não sabe nem brincar. - o mesmo retrucou e fez bico.
O celular de Molly apita algumas vezes, a mesma vira para ler a mensagem.
Gatinho: Tudo bem.
Gatinho: Mas me liga a qualquer momento
Gatinho: Não estou em casa. E sim na sua
Gatinho: No seu quarto para ser mais específico
Molly franziu o cenho.
Molly: Não que esteja reclamando
Molly: Mas o que está fazendo em minha casa
Molly: E em meu quarto?
~ Jonathan digitando
Gatinho: Estava sentindo falta do seu cheiro
Gatinho: Aproveitei que a maioria dos seus irmãos não estão em casa
Gatinho: Além disso, estou cuidando de seus bebês
Molly sorri e ri.
Molly: Deixe-me adivinhar
Molly: Eles estão em La Push?
~ Jonathan digitando.
Gatinho: Sim. KKKKKKKK
Gatinho: Tem mais uma coisa
Gatinho: Espero que não fique brava
Molly ficou séria e aflita.
Molly: Me diz.
~ Jonathan digitando
Gatinho: Só quando você me ligar
Molly arregalou os olhos e leu a mensagem indignada.
– Isso não é justo. - a mesma resmungou.
Molly: Isso não é justo
Molly: Quero saber da fofoca
~ Jonathan digitando
– O que não é justo? - Izzy perguntou.
– Nada. - Molly respondeu rápido e guardou o celular.
– Vai levar o celular? - Alec perguntou, franzindo o cenho.
Molly suspirou e pegou o celular de volta.
Gatinho: A vida não é justa
Gatinho: E o que tenho para lhe dizer é sério
Gatinho: E não pode ser por mensagem
Molly ficou preocupada.
Molly: Tudo bem
Molly: Só me diz se preciso me preocupar?
Molly: Se acontecer alguma emergência me ligue nesse número
Molly: + 1 212 XXX-XXXX
~ Jonathan digitando
Gatinho: Não tem que se preocupar
Gatinho: Não é exatamente uma coisa ruim
Gatinho: Porquê?
Ele perguntou referente a outro número de telefone.
Molly: É que uso esse número para caçar demônios
Molly: Esqueci de lhe dar o número
Molly: Já perdi tanto o celular que hoje em dia uso um descartável
~ Jonathan digitando
Gatinho: Entendi
Gatinho: E por favor. Tome cuidado
Molly sorriu para o celular.
Molly: Pode deixar
Molly: Te amo
~ Jonathan digitando
Gatinho: Também te amo
6:07 PM
Molly desliga o celular e guarda o mesmo em uma caixa que tem em seu guarda-roupa.
– Nossa. A conversa me pareceu boa. - Jace diz para provocar Molly.
A mesma revira os olhos, mas sorri para o amigo.
– Realmente foi muito boa. - Molly murmurou. - vamos esperar Magnus e Clary lá embaixo. - diz.
Jace resmungou por não conseguir tirar nenhuma informação dela. Alec e Izzy riem da frustração do irmão/amigo, pois os dois tinham uma ideia de quem Molly estava conversando por mensagem.
Os quatro saem do quarto da Molly e percorrem o instituto até chegarem à saída da frente. Eles saem do instituto para esperá-los sentados na escada.
– Nós somos besta. - Izzy diz e revira os olhos.
– Você até pode ser, mas eu sou perfeito. - Jace diz se achando.
Alec e Molly riem do mesmo.
– Ah. Então o senhor perfeição se lembrou de vir para o lado de fora armado? - Izzy questionou e cruzou os braços.
Jace arregala os olhos.
– Foi o que pensei. - Izzy diz de mau-humor.
– Achei que estava com seu chicote. - Molly murmurou.
– Eu estou. - Izzy respondeu. - mas duvido que os dois estejam armados. - diz.
– Dois? Não quis dizer três? - Jace questionou olhando atravessado para Izzy e depois para Molly.
– Porque três? - Izzy perguntou. - que eu saiba, Molly sempre está armada. - diz.
Jace olhou na direção da Molly que sorri mostrando os dentes para logo depois seus olhos brilharem intensamente.
– Uhm... - Jace murmurou e bufou.
– Estou com um chicote também. - Molly diz e mostrou o braço onde um pulseira de cobre se encontra enrolada no local. - Izzy me deu em meu aniversário e sempre uso ela como emergência ou para ir a algum lugar. - falou.
Alec franziu o cenho.
– Nunca percebi que você usava ela sempre. - o mesmo comentou.
– É que normalmente, ela usa na cintura. - Izzy respondeu pela Molly. - acho isso legal, mas em mim incomoda e não é prático. - comentou.
– Já me acostumei e não me incomoda. - Molly diz e dá de ombro. - gosto de deixar na cintura para as pessoas não verem que estou com ela. - falou. - na escola é bem útil. - murmurou.
– E como anda estudar com os mundanos? - Alec perguntou curioso.
Molly sorriu.
– Até que é legal. - a mesma respondeu. - as matérias são bem diferentes do que estudamos, amo história e o laboratório. - diz. - mas estou odiando as aulas de matemática, o professor vive pegando no meu pé. - comentou.
– O que você aprontou? - Jace perguntou e sorriu malicioso esperando que a mesma dissesse que fez alguma pegadinha com o professor de matemática.
– Não fiz nada. A não ser ser inteligente. - Molly respondeu. - e nos meu pensamento preocupantes, acho que o professor me acha gostosa. - disse.
Alec franziu o cenho.
– Isso você é. - Izzy murmurou olhando para a mesma e franziu o cenho.
– Ele deu em cima de você? - Jace perguntou furioso e preocupado em ela está sofrendo assédio.
Izzy e Alec percebem a gravidade da situação.
– Não exatamente. - Molly respondeu e torceu o nariz. - como posso explicar? - se perguntou. - sinto que ela fica me olhando de mais e as vezes sinto que ele olha para meu seios. - falou. - é estranho o olhar dele sobre mim, não gosto nem um pouco do jeito que ele fala ou olha para mim. - disse. - até agora, ele não tentou nada e nem sei se vai. Até porque ele pode ser suspenso. E mesmo que teoricamente eu seja maior de idade. - comentou. - a única coisa que ele anda fazendo é me testar e sempre me chamar para responder alguma formula na lousa, mas como sempre fui boa em matemática, ele fica frustrado. - murmurou.
– Ainda bem que ele não tentou nada. - Izzy diz aliviada. - desculpa pelo comentário. - pediu
Molly sorriu sabendo que Izzy não tinha notado a dimensão do problema e da seriedade do assunto.
– Ele não seria louco. - Alec diz de cara fechada.
– Não mesmo. Até porque o meu pai é o xerife da cidade. - Molly disse. - e ninguém mexe com os filhos do xerife e fica impune. - falou.
– Isso é um ponto positivo. - Jace murmurou.
– De fato. - Molly murmurou. - mas o dele está guardado. Vou fodê-lo quando for a hora da prova. - falou e sorriu maligna.
– Que maléfica ela. - Izzy diz e ri.
6:59 PM
Antes que Molly dissesse alguma coisa, o portão do instituto se abriria.
– Até que enfim. - Jace diz se levantando e indo até Clary.
– Pare de trama, nem demoramos assim. - Clary diz. - e foi você quem não quis ir comigo. - falou e fez biquinho.
Jace lhe dá um selinho.
– Sabe que sua mãe sempre fica me olhando. Ela não gosta de mim. - o mesmo diz dando a desculpa.
Molly franziu o cenho.
– Isso não é verdade. - Molly diz. - tia Jocelyn se sente culpada de Valentim ter interferido em sua vida. - falou. - tire isso da sua cabeça Herondale. - mandou.
Jace resmungou.
– Você não pode dizer nada. Você fica fazendo cu doce em namorar logo de uma vez com o Jonathan. - o mesmo a acusou.
– JACE! - Alec exclamou repreendo o irmão.
Mesmo que eles saibam que Molly está namorando Jonathan, menos Jace, ele não tem o direito de jogar isso nela, ele sabe muito bem as razões dela ter receio de se relacionar com homens e até mesmo com seu próprio companheiro de alma, ela não faz propósito e sim por medo de se rejeitada e mágoa.
Com o comentário de Jace, Molly se levantou e foi para dentro do instituto chateada com o questionamento do mesmo. Jace sabe que fez merda.
– Merda. - Jace diz e se solta de Clary para ir atrás de sua melhor amiga e pedir desculpa.
– Nem pense nisso. - Alec diz entrando na frente do Parabatai.
– Qual é Alec. Deixa-me passar. - Jace resmungou.
– Para você jogar mais alguma coisa na cara dela. Não mesmo. - Alec diz olhando de cara fechada.
– Não é nada disso. Estou indo pedir desculpa. - Jace se justificou.
Alec o olhou desconfiado.
– Porque disse aquelas coisas para Molly. Sabe que o receio dela não é frescura. - Izzy diz brava com o irmão de coração. - sabe melhor que ninguém que Valentim destruiu a sua confiança que tinha em si mesma. - falou.
Jace suspirou.
– Eu sei. E me sinto culpado. - o mesmo murmurou com pesar.
– A culpa não foi sua do sequestro da Molly. - Alec diz. - ele a queria para fazer experimento e torturá-la. - falou.
– Eu sei disso. - Jace diz com pesar. - mas quando disse aquilo foi da boca para fora. - falou irritado comigo mesmo.
Jace sabe que Molly tem problema de confiança, sempre se acha inferior desde que foi sequestrada pelo Valentim.
– Você disse da boca para fora, mas não percebeu que ela anda diferente? - Alec perguntou olhando para o mesmo.
Jace franziu o cenho.
– Diferente? - Jace questionou. - não vi nada de diferente nela. - disse. - Molly cortou o cabelo? - perguntou com cenho franzido.
– Meu pai amado. - Magnus resmungou. - não tonto. Molly ainda mais alegre e radiante do que o normal. - falou. - não percebeu nada de diferente nela? - perguntou.
– Realmente. Ela anda muito feliz. - Jace falou. - mas não percebi nada de diferente nela. - murmurou.
– Caramba. - Izzy murmurou. - até eu vi a linda mordida que ela tem no ombro. - comentou. - notei quando invadimos o quarto dela e Magnus surtou, me expulsando dela. - comentou.
– Você tinha notado? - Magnus questionou surpreso.
– É claro. - Izzy respondeu. - mas diferente de você, não ficaria questionando o que significava aquilo. Era bem óbvio o que tinha acontecido. - falou sorrindo maliciosa.
– Mordida? Que mordida? - Jace perguntou com o cenho franzido sem entender do eles estava falando.
– Ai meu pai. - Clary murmurou. - Jace. Querido... Molly e Jonathan estão juntos. - disse.
Jace arregala os olhos em choque.
– Os dois completaram a ligação... o laço que envolve os dois. - Magnus falou para explicar. - quando Molly teve a Ligação de alma, o laço deles não estava completo, eles precisavam trocar mordidas para que o vínculo se completasse e fortalecesse ambos. - explicou.
– Puta merda! - Jace exclamou com os olhos arregalados. - porque ela não disse nada? - perguntou depois de um tempo.
Clary sorriu.
– Sabe muito bem como minha prima é. Não convivi muito tempo com ela, mas dá para perceber que ela é bem nada dela, apesar de saber falar bem e se posicionar bem. Molly não gosta de se expor muito ou que tenham pessoas se metendo na vida dela. - Clary diz como se fosse óbvio. - e pelo que pude entender. Eles estão namorando a escondida e que ninguém sabia a não sei o pai dela, e se não me engano os avós dele sabem. - falou.
– Às escondidas? - Jace questionou confuso.
– Sabe que depois que Valentim a sequestrou, ela tem medo de ser rejeitada e com isso tende a ser mais cautelosa com qualquer coisa ou pessoa. - Magnus diz. - eu não sei a extensão do estrago que Valentim fez na mente dela, mas desde que resgatamos ela, a mesma mudou muito. - falou.
– Ela não chegou a falar com você? - Jace perguntou preocupado.
– Poucas coisas. Tenho certeza que deixou muita coisa de fora. - Magnus respondeu. - não sei se ela chegou a contar para Jonathan, mas eu duvido disso. - disse. - e mesmo que tenha contado a ele, nunca perguntaria ou questionaria sobre esse assunto com Jonathan. Nem mesmo a família dela sabe sobre isso. - falou.
– Nem a tia Margarida? - Clary perguntou.
– Até onde sei. A Dona Margarida nem sabe que ela foi sequestrada. Molly não deixou os pais, nem os irmãos contarem a ela. - Magnus contou. - ela não queria que a mãe sofresse ou que se sentisse culpa por não proteger a filha daquele maldito. - falou. - sem ofensa biscoitinho. - murmurou olhando para Clary.
Clary sorriu indicando que estava tudo bem e que ele não era o único a odiar seu pai de sangue.
– Acho melhor entrarmos e pegar nossas armas para caçar. Não ficaremos aqui para resolver nada. - Izzy falou.
Todos assentiram. Eles entraram e foram para a sala de arma para poder pegar algumas armas. Quando entram na sala, perceberam que Molly não estava mais lá. Todos pegaram o que queriam.
7:37 PM
Logo foram para a frente, onde encontraram uma Molly armada dos pés a cabeça e com um jaqueta de couro preta.
Ninguém ousou dizer nada. Molly por sua vez, percebeu que os seus amigos tinham saído do instituto e decidiu ir para a rua. Eles a seguiram e todos foram para a Pandemônio, onde começaria a caçada.

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