Pov. Allan
3rd Outubro, 8:49 PM
Depois da conversa com nossos pais, pegamos as malas pesadas das meninas e as mesmas pegaram as malas menores. Fomos para dentro de casa e guiamos as meninas para o andar de cima.
– A casa é bem grande, mas uma hora conseguiram decorar o lugar. - Apollo falou para Ellen e minha companheira.
– Nossos quartos são os último desse corredor, já que costumamos criar e desenvolver jogos no nosso quarto na maioria das vezes. - disse.
– Mas vamos mudar algumas coisas para que não enlouquecermos vocês. - Apollo disse para tranquilizá-las.
– Não precisam mudar o quarto de vocês por nossa causa. - Ellen diz.
– Não mesmo. - Julie murmurou.
Sei que elas não querem que mudemos nossa rotina ou nossas vidas, mas sei que ambas vão agradecer.
– Não se preocupem, já era um plano que tínhamos, mas que nunca colocamos em pratica. - digo sem me importar com a mudança.
Apollo apenas assentiu com a cabeça.
– E vocês vão nos agradecer por sairmos do quarto quando formos criar algum jogo ou aplicativo. Somos insuportáveis quando temos uma ideia brilhante. - Apollo falou pensando o mesmo que eu e sorriu.
– Bom. São vocês quem sabem. - Ellen murmurou. - apenas não queremos que mudem suas vidas por nossa causa. - disse.
– Sim. Não queremos atrapalhar a rotina e o trabalho de vocês. - minha companheira diz timidamente.
Sorri para Julie e sei que meu irmão gêmeo também sorri para sua companheira.
– Não se preocupem. - murmurei em tom tranquilizador.
– Chegamos. - Apollo murmurou. - nossos quartos ficam um de frente para o outro. - informou.
– Este é meu quarto. - digo e vou para a porta do meu quarto.
– E este é o meu quarto. - Apollo diz indo até a porta do seu quarto.
O quarto do meu irmão fica a direita, enquanto o meu quarto fica a esquerda. Abrimos as portas dos nossos quarto e demos passagem para as meninas entrarem, Julie entrou no meu quarto e Ellen entrou no quarto do meu irmão.
Apollo olhou para o mesmo.
“ – Quando terminar venha para meu quarto. - Apollo falou em minha mente”.
Apenas assentir com a cabeça e entrei em meu quarto, fecho a porta logo em seguida.
– O que achou? - perguntei deixando as malas dela perto da minha cama.
Meu quarto é todo em tons de azul e branco, meu teto é um céu estrelado e brilhante.
– Você tem um céu no seu quarto. - Julie murmurou fascinada e admirada.
Sorri e olhei para a mesma.
– Tenho. - contei. - sou fascinado por astrologia. E quis ter um céu estrelado no meu quarto. - murmurei.
– É tão bonito e brilhante. - Julie diz ainda olhando para o teto do meu quarto. - quem fez a pintura? - perguntou.
– Bem. Não posso ganhar todos os créditos sobre a pintura, mas Molly me ajudou. - falei e sinto a minha bochecha queimar.
Julie me olhou surpresa.
– Você é artista? - a mesma perguntou. - pensei que criava jogos. - diz.
– Eu crio jogos... - respondi. - a arte com tinta é apenas um hobby, mas sou eu quem trabalha com o designer dos jogos. - contei. - mas também faço programação como meu irmão. - falei.
Julie me olha fascinada.
– Se não gostar da cor das paredes, podemos mudar a cor, mas o céu não é negociável. - falei.
Julie arregalou os olhos.
– Não... Não precisa mudar a cor do seu quarto por minha causa. - a mesma diz e fica nervosa.
Vou até a mesma e a seguro pelos ombros.
– Acalme-se. Fiz apenas uma sugestão, não precisa mudar se não quiser. - falei olhando em seus olhos. - só quero que se sinta bem aqui e que tenha um pouco de você aqui. - digo para tranquilizá-la.
Ela me olha nos olhos e assente com a cabeça.
– Se quer que eu fique confortável e me sinta bem vinda, não mudar nada em seu quarto... gosto dele do jeito que está - Julie falou. - talvez em um futuro, podemos mudar para que fique do gosto de nos dois. E podemos ficar com seu céu estrelado. - diz e sorriu para mim.
Sorri para minha companheira.
– Vamos deixar o tempo ditar o nosso destino. - falei olhando em seus olhos, beijo sua testa com carinho. - vamos que temos que arrumar suas coisas. - digo.
Me afasto, mas a mesma puxou levemente minha camisa me fazendo voltar a ficar de frente para ela. Julie olha em meus olhos com intensidade, fico sem entender até que seus lábios se unem com os meus. Fiquei surpreso, mas logo correspondo ao beijo. Rompi o beijo por falta de ar e encosto minha testa na dela que respira irregular.
– Desculpa... - Julie sussurrou envergonhada, as suas bochachas ficaram vermelhas.
Dou-lhe um selinho demorado e beijo a ponta de seu nariz.
– Mãos à obra. - falei animado.
Julie ri da minha animação.
– Vamos. - a mesma concordou.
Levei uma das malas para o closet.
– Nossa é bem grande. - Julie diz e olha para uma parte do closet que sei que ela ficaria intrigada.
– Pedi para minha irmã projetá-lo para minha companheira... - contei olhando para a mesma. - que no caso é... você. - murmurei um pouco envergonhado.
– Como sabia que me encontraria? - Julie perguntou curiosa.
– Não sabia. - respondi. - pode se dizer que senti, mas foi um ideia repentina... um desejo de ter uma penteadeira que pertenceria a minha companheira. - digo.
Julie me olha chocada.
– Fiz o esboço com a ajuda da minha irmã Molly. - contei e sinto minhas bochechas queimarem. - e... sei que é algo bom, mas fiz de todo o meu coração mesmo não a conhecendo. - falei envergonhado.
Ela continua me olhando o que me deixa bem nervoso, mas em uma velocidade realmente rápida, Julie vem até mim e abraça minha cintura, encostando meu rosto em meu peito. Fiquei em choque, mas retribuo seu abraço.
– Não é algo bobo... - Julie murmurou. - achei linda a penteadeira. - disse. - obrigada. - agradeceu.
Sorri e a apertei um pouco, beijo o topo de sua cabeça antes que ela se afaste.
– Temos muito o que trabalhar. - Julie falou animada.
Me segurei para não rir.
Começamos a arrumar as coisas no armário e quando vejo com algumas meias, apontei para a cômoda.
– Costumo guardar as meias, roupas íntimas e pijamas ali. - murmurei olhando para ela.
Vejo suas bochechas levemente avermelhados.
– Tá bem. - Julie respondeu.
– As gavetas da esquerda estão vazias. - informei dobrando alguns dos seus suéter.
– Uhm.. Vou por nelas. - Julie diz.
Foquei nas roupas que preciso guardar e as arrumo por cor.
– Onde posso guardar as coisas de higiene? - Julie perguntou.
Olhei para ela.
– Fica nessa porta. - respondi. - o lado na parede está vazio. Então, pode usar a vontade. - falei.
Julie olhou para a porta do banheiro.
– Ela não sai para o quarto como o banheiro dá minha irmã. - falei e sorri. - apenas tem entrada e saída pelo closet. - murmurei.
– Entendi. - Julie murmurou e abriu a porta do banheiro. - nossa... - diz surpresa.
– Grande? - perguntei e ri.
– Também. - Julie falou. - mas seu banheiro é lindo. - disse.
– Molly quem escolheu. Minha irmã sabe os meus gostos e fez baseado nas minhas preferências. - contei para ela.
– Sua irmã é uma artista. - Julie comentou.
– Quando ela voltar, direi a ela. - falei e sorri. - pu você mesma pode falar isso a ela. Minha irmã vai adorar saber que adorou a penteadeira. - digo.
Ela retribuiu meu sorriso, a mesma entrou no banheiro e ficou por algum tem e voltou.
– Poso por algumas coisas na penteadeira? - Julie perguntou.
Sorri em sua direção.
– A penteadeira é sua e pode usar o quanto quiser. - falei e vou até a mesma. - fiz especialmente para você. Pode parecer loucura, mas de certa forma, sabia que era para você, mesmo que não tivesse um rosto ou perfume. - comentei.
– Não acho um loucura tudo isso. Eu acredito que de certa forma estávamos sentindo a nossa conexão, mas de certa forma estávamos quase cegos. - Julie diz. - quando vocês se mudaram, me senti diferente. Quando Sol e Luna foram para La Push, me senti agitada, mas nunca passou pela minha cabeça que era por você. - contou.
Fiquei pensativo.
– Molly sempre diz que nos Lupinos somos uma caixinha de surpresa. - murmurei. - que nosso espírito é muito mais que nossa alma. - comentei. - talvez, nossos lobos sabiam um do outro, apenas estavam cegos. - digo.
Julie ficou pensativa.
– Podemos perguntar a ela depois. - sugeri.
– Acho que você está certo. - Julie falou. - nos também temos muitos mistérios. - diz.
Fico curioso.
– Qual mistério? - perguntei.
– Que nos fêmeas não poderíamos nos transformar em lobos. - Julie respondeu e sorriu.
Arregalei os olhos surpreso.
– Mas... como...? - perguntei sem entender.
– Não sabemos. - Julie respondeu. - a primeira Quileute a se transformar foi a Leah, cunhada da Sol... irmã do Seth. - disse.
Fiquei surpreso.
– Então, nas histórias do seus antepassados nunca houve uma Quileute fêmea, apenas Quileutes machos? - questionei.
– Basicamente. - Julie respondeu. - acreditamos que por sermos mulheres, não éramos reconhecidas como guerreiras. - disse. - mas pode ser que naquela época não fossemos reais. - falou.
Fiquei pensativo.
– Meu pai pode ter algo sobre os transmorfos, mas as suas teorias podem estar corretas. - murmurei.
Sorri e ela me olhou como se quisesse fazer uma pergunta.
– Você pode me fazer qualquer pergunta. Não vou me sentir ofendido. - falei. - sei que é uma pergunta de curiosidade. - murmurei.
– Porque ficou olhando para seu irmão antes de entrar no quarto? - Julie perguntou.
– Uhm... você notou. - murmurei.
– Sim... - a mesma assentiu.
– Apollo me pediu para que quando terminássemos aqui é para nos irmos para o quarto dele. - falei e a vejo franzi o cenho. - mas ele me pediu por telepatia. - expliquei.
– É mesmo. Vocês pode ler e/ou conversar por telepatia. - Julie murmurou.
– Sim. - assenti com a cabeça.
– Só vou guardar essa coisas na penteadeira e podemos ir ao quarto do seu irmão. - Julie falou.
Não digo nada, apenas sorrio e assenti com a cabeça. Julie foi guardar maquiagem e alguns outros produtos na penteadeira. Já eu vou terminar de arrumar algumas roupas suas.
– Terminei. - Julie falou e se levantou na poltrona azul bebê.
– Também terminei. - falei fechando a gaveta e me levantando do chão.
Vou até a mesma e beijo a bochecha dela que ri.
– Bom... podemos ir no quarto do meu irmão. - digo.
Julie assentiu com a cabeça. Saímos do closet e fomos para a porta do meu quarto, abri a porta e Julie a fechou. Bati na porta do quarto do meu irmão.
– Já estou indo. - escuto a voz de Apollo.
Meu irmão abre a porta do quarto e olha para nos dois.
– Já terminaram? - o mesmo perguntou.
– Sim. E vocês? - perguntei.
– Terminamos também. - Ellen respondeu saindo do closet.
Ellen se aproximam dea porta.
– Entrem... - Apollo pediu e se afastou da porta e se jogou no sofá.
Julie e eu entramos no quarto e fechei a porta.
– Será que os outros terminaram? - Ellen perguntou indo até onde meu irmão está.
– Zack pode até ser, mas a Naomi duvido. - Apollo spondeu.
– Ela deve ter tirado as roupas de lugar para ter espaço. - cometei. - sei que ela tem bastante roupas. - falei.
– Não sei porque vocês mulheres tem tanta roupa. - Apollo falou.
– É que somos muito vaidosas e gostamos de nos arrumar. - Ellen diz e olhou para meu irmão. - normalmente nos arrumamos, pois sentimos prazer e nos agradar, outras mulheres fazem isso por homens e/ou por sexo. - falou e sorriu para ele.
– Não foi uma critica, apenas quis saber. - Apollo diz levantou a mão para cima.
– Seu quarto é muito bonito. - Julie comentou olhando para o quarto do meu irmão.
– Tenho certeza que o do meu irmão é mais. - Apollo murmurou. - até eu sou apaixonado por aquele teto. - diz.
– Teto? - Ellen perguntou franzindo o cenho.
– O teto do quarto do Allan é pintado como um céu estrelado. - Julie contou maravilhada e com os olhos brilhantes.
– Mostrou aquilo para ela? - Apollo perguntou se referindo a penteadeira.
– Nem precisei. Ela acabou percebendo. - falei como se fosse obvio.
Ellen olhou para mim e para meu irmão sem entender.
– Allan pediu para nossa irmã fazer uma penteadeira... que teoricamente seria para mim. - Julie contou.
Os olhos de Ellen se arregalou.
– Mas... mas porque? - a mesma perguntou.
– Meu irmão sentiu e teve a ideia de fazer a penteadeira. - Apollo respondeu por mim e riu.
– É que meu irmão não acredita em destino e acha que a minha sensação era besteira. - contei.
Ellen bateu na perna do meu irmão que resmungou e olhou para a companheira.
– Não desdenhe do seu irmão. - Ellen deu bronca.
As bochechas do meu irmão ficam vermelhas e a expressão de seu rosto suavizam.
– Essa é nova. - murmurei para provocá-lo.
Meu irmão me olha e me seguro para não rir de seu olhar irritado.
– Melhor descermos, estou morrendo de fome. - Apollo falou se levantando da cama. - vão na frente que chamarei nossa irmã. - disse.
– Não vai implicar com ela. - adverti.
Apollo dá de ombro.
– Não se preocupe, manterei a língua de um certo deus grego dentro da boca. - Ellen diz e sorri marota para meu irmão.
Escapa um riso de Julie.
– Vamos. - falei e peguei na mão da minha companheira. - nos encontramos no andar de baixo. - murmurei.
Saímos de seu quarto e enquanto Apollo vai chamar Naomi, Julie e eu descemos as escadas para irmos para o andar de baixo.

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