E.A.: Capítulo 70, Bônus: Apollo & Ellen

Pov. Apollo

 

3rd Outubro, 06:49 PM

Estamos no carro de Troy com minha companheira Ellen, meu irmão Allan e sua companheira Julie. Estou no banco da frente.

– O que está acontecendo, irmão? - perguntei.

Vejo Troy franzir a testa.

– Do que está falando? - o mesmo perguntou.

– Liam. - murmurei - porque ele estava com aquela cara? - perguntei.

– É porque Molly foi viajar e nosso pai não quis nos dizer para onde ela foi. - Troy respondeu.

Franzi o cenho.

– E porque ele não quis dizer para onde nossa irmã foi? - perguntei com estranheza.

– Não sei lhe responder. - Troy respondeu. - Liam fui insistindo e nosso pai ficou irritado com o interrogatório. - disse.

Fiquei intrigado e até para meu irmão que está observando a conversa atentamente.

– As meninas estão estranhas também. - Allan comentou. - até parece que sabem de alguma coisa. - diz.

Noto que Troy ficou levemente tenso.

– Percebi mesmo. Principalmente a Luna e a Sol. - Ellen comentou.

Franzi o cenho e olhei para meu irmão mias velho.

– Não sei de nada. - o mesmo murmurou. - apenas sei que Molly viajou e que nosso pai não quis dizer absolutamente nada. - disse.

Fico desconfia, mas por hora aceito o que disse.

 

08:04 PM

Troy estaciona seu carro, assim como papai e Liam. Noto que Naomi saiu correndo do carro do papai e entrou dentro de casa que nem um foguete.

– O que será que deu nela? - Allan perguntou.

– Uma boa pergunta. - murmurei e olhei para a porta.

– Ela deve estar com alguma coisa. - Julie diz inocente.

– Pode ser. - murmurei. - mas duvido muito. - digo.

Troy dá um tapa na minha nuca.

– Eih. - resmunguei e passo a mão onde ele bateu.

– Deixe nossa irmã em paz e nem pense nisso. - Troy diz.

Resmunguei.

– Bem feito. - Allen diz e sai do carro.

– O que aconteceu? - Julie perguntou confusa.

– Me perdi também. - minha companheira diz.

– É que o bonitão. Questionaria nossa irmã... por isso lhe dei um tapa para deixá-la em paz. - Troy diz.

– Você é um irmão muito chato. - digo e resmungo.

Saio do carro e abro a porta para Ellen descer. Allan ajuda Julie descer do carro.

– Pode deixar que levamos as coisas das duas. - falei indo para o porta mala.

– Nada disso. - Ellen falou o que me faz olhá-la. - se for para não fazermos nada, volto para minha casa. - diz.

Arregalo os olhos.

– Assino em baixo. - Julie diz e suponho que tenha sido para meu irmão gêmeo.

– Tudo bem. - Allan e eu engolimos em seco.

Troy gargalha dentro do carro.

– Pau mandado! - o mesmo exclamou e continua a gargalhar.

Resmunguei, pois sei que foi para mim que ele falou, por sempre zoar com meus irmãos por conta de suas companheiras, agora estou aqui sendo comandado pela minha companheira.

– AAAAAAAA! - escuto o gritinho de um dos meus irmãos.

Me afasto para ver quem era.

– Oi, mãe. - Troy diz e vai até a mesma.

– Oi querido. - mãe diz e beija a testa do mesmo.

– Vem com o irmão. - Troy diz para o bebê fofo no colo da nossa mãe.

– AAAAAAAAAAA... - Matthias gargalhou e apertou o nariz do meu irmão.

– Que fofo. - Julie e Ellen dizem ao mesmo tempo.

Meu irmão se vira para que Matthias fique no campo de visão delas.

– Vocês devem ser Ellen e Julie. - mãe diz e se aproxima delas.

Notei que Julie ficou nervosa, mas Ellen lhe deu confiança.

– Muito prazer, senhora Brown. - Ellen diz.

– Prezar, senhora Brown. - Julie murmurou em um tom um pouco baixo, por conta da timidez.

– Nada de senhora Brown. Me chamem apenas de Margarida. - mãe pediu.

– Tudo bem. - as duas disseram.

– Como vocês estão? - mãe perguntou. - espero que meus filhos estejam as tratando bem, pois se não tiverem, pegarei um galho e darei nas pernas deles. - falou.

– Oh... mãe! - exclamei indignado.

– É claro que estou sendo respeitoso. - Allan falou e olhou para mim. - já Apollo eu não sei. - diz para me provocar.

Fico indignado.

– É claro que fui. - me defendi. - posso ser muito brincalhão, mas não perdi o juízo. - resmunguei.

– Acho bom mesmo. - mãe diz e olha para nos ameaçadora.

– Liguem não. Liam e eu passamos pela mesma coisa. - Troy diz para as nossas companheiras. - nossa mãe fica do lado das noras e arrancaria as nossas cabeças se fizéssemos algo de errado. - contou.

– É claro. Se fizerem algo de errado será a minha falta de educação que dei a vocês. - mãe diz.

– Apollo foi muito respeitador, não precisa se preocupar. - Ellen diz sobre mim e sorri em minha direção, mas logo olhou para meu irmão gêmeo. - e tenho certeza que Allan foi respeitoso com Julie. - falou.

Fico surpreso dela ter nos defendido e falado bem de nos dois.

– Ficou feliz em saber que eduquei meus filhos bem. - mãe diz olhando para mim e para Allan.

– A senhora fala como se fossemos mulherengos. O que não somos. - murmurei. - não temos culpa de sermos desejados, mas posso garanti que nunca demos bola ou brincamos com os sentimentos das garotas. - digo. - a senhora sabe muito bem que aquela maluca inventou que estava namorando nos dois e depois colocou a culpa em nos. -falai.

– Como assim? - Ellen perguntou.

– Na nossa antiga escola, uma colega nossa contou para os pais que Apollo e eu fizemos um acordo de namoro. Allan disse. - o acordo que “supostamente” fizemos era de namorarmos ela ao mesmo tempo só que em dias alternados. - contou a história.

– Só que era tudo mentira. - falei deixando bem claro. - a garota não aceitou a nossa recusa em sermos namorados dela, o que acabou nessa confusão. - digo. - ela criou na mente dela que nos que inventamos esse acordo de namoro.

– Foi uma loucura, pois nossos pais foram chamados na diretoria. - Troy falou. - e o complicado foi comprovar que eles não fizeram isso. - disse.

– A nossa sorte, foi que uma amiga dessa garota viu a situação da minha mãe e decidiu contar que a amiga estava inventando toda aquela história e que nos não fizemos nada daquilo. - contei.

– Que maluca. - Julie disse.

– Aquele dia quase enlouqueci. - mãe diz. - pensei que meus filho fossem presos por algo que nem fizeram. - falou.

– Que situação. - Ellen murmuriu. - e o que aconteceu com a garota? - perguntou.

– Processamos ela por calunia, mas em vez de recebermos dinheiro, exigimos que os pais dela procurassem tratamento psicológico, pois a menina ficou descontrolada. - mãe respondeu. - a coisa ficou complicada, pois soube que ela tentou cometer suicídio umas três vez. - contou.

– Isso eu não sabia. - murmurei. - mas não posso dizer que sinto algo, pois ela nos deixou em uma situação feia e complicada. - falei.

– Imagino. - Ellen sussurriu.

A garagem fica silenciosa.

– Porque não levam as meninas para o quarto de vocês. - pai diz entrando na garagem novamente.

O mesmo vai para perto de Troy e pega um garotinho ansioso para ir ao colo do pai.

– Sim. - murmurei. - que horas devemos descer? - perguntei.

– Por volta das 9:40 pm. - pai respondeu. - será tarde, mas não tem problema. - disse despreocupado.

– Certo. - Allan e eu falamos juntos.

Pegamos as malas pesadas das meninas e as mesmas pegaram as malas menores. Fomos para dentro de casa e guiamos as meninas para o andar de cima.

– A casa é bem grande, mas uma hora conseguiram decorar o lugar. - falei para Julie e Ellen.

– Nossos quartos são os último desse corredor, já que costumamos criar e desenvolver jogos no nosso quarto na maioria das vezes. - Allan diz.

– Mas vamos mudar algumas coisas para que não enlouquecermos vocês. - digo para tranquilizá-las.

– Não precisam mudar o quarto de vocês por nossa causa. - Ellen diz.

– Não mesmo. - Julie murmurou.

– Não se preocupem, já era um plano que tínhamos, mas que nunca colocamos em pratica. - Allan diz.

Apenas assenti com a cabeça.

– E vocês vão nos agradecer por sairmos do quarto quando formos criar algum jogo ou aplicativo. Somos insuportáveis quando temos uma ideia brilhante. - falei e sorri.

– Bom. São vocês quem sabem. - Ellen murmurou. - apenas não queremos que mudem suas vidas por nossa causa. - disse.

– Sim. Não queremos atrapalhar a rotina e o trabalho de vocês. - Julie diz timida.

Sorri para minha companheira e sei que meu irmão gêmeo também sorri para sua companheira.

– Não se preocupem. - Allan murmurou em tom tranquilizador.

– Chegamos. - murmurei. - nossos quartos ficam um de frente para o outro. - informei.

– Este é meu quarto. - Allan diz indo para a porta do seu quarto.

– E este é o meu quarto. - digo indo até a porta do meu quarto.

O meu quarto fica a direita, enquanto o do meu irmão fica a esquerda. Abrimos as portas dos nossos quarto e demos passagem para as meninas entrarem, Ellen entrou em meu quarto e Julie entrou no quarto do meu irmão.

Olhei para o mesmo.

“ – Quando terminar venha para meu quarto. - falei em sua mente”.

Allan assentiu com a cabeça e entrou em seu quarto, fechando a porta logo em seguida.

– O que achou do quarto? - perguntei ansioso para saber sua opinião.

O meu quarto é pintado em tons de verdes variados do mais escuro para o mais claro, a minha cama é bem grande e espaçosa com a colcha de um tom de verde musgo. A frente da minha cama tem uma mini sala onde possui um sofá, duas poltrona, painel com uma televisão grande e um estante cheia de livros. Próximo ao closet tem uma escrivaninha grande com duas cadeira e um computador de ultima geração. A sacada é grande e ampla a decoração é simples, mas bonita.

– Seu quarto é incrível. - Ellen murmurou facinada com o lugar.

– Naquela porta fica o closet e dentro do mesmo tem outra porta que dá para o banheiro. - informei.

Vou até a porta do closet e empurro a porta.

– Você pode usar o outro lado para pia para guardar suas coisas pessoais. - falei. - eu não uso a outra para a não ser para guarda produtos de higiene como sabonete, mas pode tirar e por em alguma parte vazia do meu lado. - digo.

Ellen vem até mim e olha o banheiro.

– Nossa. O banheiro é enorme. - a mesma diz embasbaricada. - mas adorei os tons de verdes. - murmurou.

– É a minha cor favorita. - comentei. - mas podemos mudar um pouco as cores do quarto se quiser, só não vou dizer o mesmo do banheiro, pois daria muito mais trabalho. - murmurei.

– Não precisa se preocupar. - Ellen diz. - gostei da cor do seu quarto. E confesso que verde também é meu tom favorito. - contou o que me deixou surpreso. - se pudesse minhas roupas seriam todas em tons de verde, mas minha mãe pegaria no meu pé por usar apenas cor verde. - falou e riu.

Sorri.

– Vou te ajudar a arrumar suas coisas no armário. - digo. - como toda essa parte está vazia, vamos colocar tudo nessa parte e se precisar arrumo uma outra parte. - falei.

Ellen arregalou os olhos.

– Tenho certeza que toda essa parte dê para por minhas roupas. - diz olhando para o lá do guarda roupa que não tem nenhuma roupa. - e creio que vai até sobrar. - murmurou.

– Bom... então depois podemos enchê-la com roupas novas. - digo sem nenhum problema. - na cômoda eu costumo guardar meias, cuecas e pijamas, mas pode guardar outras coisas naquela parte. - falei.

Ellen me olha em choque.

– O que foi? - perguntei e franzi o cenho.

– Não precisa comprar roupas para mim. - a mesma diz.

Arregalei os olhos e fico tenso no mesmo instante.

– Desculpa. Não quis ser indelicado. - falei e entro desespero por pensar que ela ficaria chateada comigo. - só falei para comprarmos em um futuro distante e não amanhã irmos no shopping comprar mais roupas. - digo nervoso.

Minhas mãos começaram a soar e fiquei agitado.

– Calma, Apollo. - Ellen pediu preocupada.

Vejo preocupação em seus olhos. Então, fechei os meus e respirei bem fundo para tentar me acalmar, fiquei dessa forma por bastante tempo até que abri meus olhos, as mãos dela estão ao meu redor e em nenhum momento saem do meu corpo.

– Se sente melhor? - Ellen perguntou preocupa.

– Desculpa-me. - pedi. - acho que entrei em pânico. - murmurei envergonhado.

Ellen suspira aliviada e me abraçou.

– Não. Sou eu que devo pedir desculpa. - a mesma murmurou. - sei que não quis me ofender com relação as roupas, mas não quero que pense que estou aproveitando de você e da sua família. - diz.

Fico estético e me afasto minimamente.

– Jamais pensaria isso de você. - digo e franzi meu cenho, me pergunto o que a levou a pensar dessa maneira. - não é porque temos muito dinheiro que significa que vou ter vergonha ou te tratar mal. - falei sério. - tenho muito dinheiro, mas meu irmão e eu batalhamos muito. Não somos diferente, apenas começamos cedo demais. - murmurei.

Ellen suspirou.

– Perdoe-me. Não quis lhe ofender. - a mesma diz e desvia seu olhar do meu.

Faço com que ela volte a olhar em meus olhos, quando a mesma o faz encosto minha testa na sua.

– Eu realmente gosto de você. Pode parecer que estou dizendo isso por conta da ligação, mas ela apenas serve para nos guiar para o nosso destino, para a nossa alma gêmea. - murmurei olhando em seus olhos pretos como a noite. - eu não ligo para o dinheiro ou para riqueza, tudo que é meu é seu agora e se tiver a dar em troca a sua doçura e sua gentileza estou satisfeito. - falei. - não ligo que não tenha bens, teoricamente também não tenho, apenas jogos com meu nome e do meu irmão, já que somos os criadores. - disse.

Ellen me olha e me escuta atentamente.

– Sei que é assustador, mas te darei o tempo que quiser. - falei. - pode até ficar com meu quarto, dormirei no quarto ao lado que está vazio ou no sofá. - digo.

– Não. - Ellen diz em desespero e segura a minha camisa para que eu não me impedir de me afastar.

– Calma. - pedi segurando sua mão e levei aos lábios. - não vou a lugar nenhum, apenas se acalme. - falei olhando em seus olhos.

– Não quero que fique longe de mim. Eu realmente sinto por ter dito aquilo. - Ellen diz e vejo seus olhos se encherem d’água.

– Vamos deixar isso para lá. - murmurei. - e começar novamente. - falei olhando para a mesma.

Ellen assentiu com a cabeça.

– Antes de arrumarmos as minhas roupas, quero que saiba que tenho sentimento por você. - Ellen falou olhando em meus olhos. - não posso descrever como um amor, mas seu que gosto de você Apollo, e muito. - digo.

Sorri, pois sabia que estava sendo verdadeira em suas palavras, a ligação mostrava isso. Então, faço algo que meus instintos pedem, me aproximei da mesma e ela me olhou para meus lábios, depois olhou para meus olhos como se me desse permissão. Beijo seus lábios calmamente e delicadeza.

Rompi o beijo por falta de ar e olho para a mesma para ver se me ato foi de mais.

– Acho melhor começarmos a arrumar suas roupas. - digo querendo fugir, mas...

Ellen beijou meus lábios com desespero, mas logo se torna calmo e só é rompido muitos tempo depois por falta de ar. Ela me olha e sorriu.

– Vamos arrumar. - a mesma murmurou e se afastou.

Fiquei em choque e olho para a mesma ir para meu quarto.

– O que disse sobre a comoda? - Ellen perguntou do quarto.

Levei um tempo para entender, mas quando compreendi.

– Guardo meias, pijamas e roupa intima. - respondi saindo do choque.

Vou para onde Ellen está e me junto a ela para ajudá-la. Começamos a arrumar as suas roupas em ordem dá maneira que ela desejava. Levamos as roupas para o closet aos poucos.

 

_ Quebra de Tempo _

 

Quando já estava tudo arrumado no closet fomos para o banheiro.

– Nossa. Quanta coisa. - murmurei ao ver a quantidade de produto de higiene e de beleza na bolsinha.

– Eu sei que é bastante produto, mas isso é somente o básico. - Ellen diz de bom humor.

– Só o básico? Isso é muita coisa. - digo chocado.

Ellen ri do meu choque.

– Tenho certeza que suas irmãs tem bem mais que eu. - a mesma diz.

– É bem provável. - digo e dou de ombro sem me importar se minhas irmãs tem ou não tanto produto assim.

Ellen colocou sua escova de cabelo na gaveta e logo escuto uma batida na minha porta e pelo cheiro sei que é Allan e Julie.

 




Capítulo 69

Capítulo 71

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