Pov. Molly
2nd Outubro, 2:08 AM
Quando todos estavam distraídos o suficiente para não sentirem a minha falta, saio de fininho e vou para o único lugar que jamais vão me encontrar. Chegou na clareira e decidi ficar na minha forma Lupina, me esquivo das samambaias e dos galhos com calma para não machucar minhas patas.
A clareira se abre e fico surpresa quando vejo Jonathan no centro dela.
– Estava me perguntando quando fugiria dos seus irmãos e do meu cunhado. - Jonathan diz e se virou para me olhar.
Ri da sua fala e me aproximo do mesmo. Voltei a minha forma humana e me jogo em seus braços, Jonathan me pega no mesmo instante. Antes que ele falasse mais alguma coisa, beijasse seus lábios desesperadamente e apaixonante, o mesmo retribui o beijo delicioso e refrescante.
– Senti tanto a sua falta. - digo com a voz rouca e próxima aos seus lábios. - sei que viajou a alguns dias, mas ficar longe de você ficou insuportável. - falei olhando em seus lábios.
Jonathan riu.
– Também senti sua falta. - Jonathan diz e sorrio torto. - foi difícil também ficar longe de você esses dias. - falou. - mas imaginei que estaria aqui uma hora ou outra. - murmurou.
Fico surpresa com sua revelação.
– Porque estou surpresa... - murmurei. - você me conhece tão bem. - digo e beijo seus lábios.
Jonathan aprofundou o beijo e segurou mais firmemente minha cintura.
– Jonathan... - gemi sobre seus lábios quando sinto algo duro e firme roçando em mim.
Precisava que ele parasse, pois não sabia se poderia me controlar, não com a lua cheia em seu pico. Empurro levemente o peito de Jonathan que se afasta e me olha.
– O que foi? - Jonathan perguntou preocupado.
Sorri.
– Não tem nada de errado, mas temos que parar. - falei e lhe dou um selinho.
Faço menção de descer, mas Jonathan me impede de ir ao chão e segurou minha cintura com mais firmeza, abraço com minhas pernas a sua cintura. Ele me olha intensamente como se estivesse decidindo algo.
– Porque? - Jonathan perguntou.
– É lua cheia. - respondi e sorri. - você sabe que fico diferente na lua cheia. - falei.
Jonathan ficou em silêncio e apenas olhou em meus olhos.
– Agora sou eu quem te perguntou. O que aconteceu? - perguntei preocupada.
– Não tem nada de errado... - Jonathan diz e suspira. - mas quero dar o próximo passo. - diz seguro de si. - eu li todo o livro que me deu, sei que em dia de lua cheia, quando uma Lupina ou um Lupino tem sua alma ligada eles ficam mais sensíveis. - sussurrou próximo aos meus lábios.
Seguro um rosnado e um resmungo.
– Sabe que quando te dei o livro, foi que entendeste melhor como um Lupino é. - falei olhando séria para ele. - é mais fácil quando se lê do que quando explicar verbalmente. - digo.
– Eu sei. - Jonathan falou. - mas eu te amo muito, sou completamente e incondicionalmente apaixonado por você. - diz olhando em meus olhos.
– Eu também te amo muito. - sussurrei encostando meus lábios nos seus.
Unimos nossos lábios desesperadamente e apaixonados.
– Tudo bem. - digo convencida. - porque não tomamos banho na cachoeira. - sugeri e sorri.
– É uma excelente ideia. - Jonathan concorda.
Ele me colocou no chão, beijou-o mais uma vez e lhe deu as costas. Caminho na direção na cachoeira e enquanto caminho vou tirando minhas roupas e ficando apenas de roupa íntima.
– Você é uma loba muito má. - Jonathan diz para mim.
Me virei e sorri para ele.
– Nunca lhe disse que não sou uma loba má. - falei marota.
Jonathan tira suas roupas devagar e fica somente de cueca. Ele vem até mim em sua velocidade vampiresca e me pega no colo.
– Eih! - exclamei e ri.
Jonathan sorriu e me deu um selinho.
– Sabe. Fico imaginando o que seus irmãos estão pensando ou fazendo sobre seu sumiço. - Jonathan diz.
– Sério que está pensando nos meus irmãos? Agora? - questionei e fiz charme.
– Não. Estou pensando em você. - Jonathan diz. - mas seus irmão vieram em meus pensamento por um breve momento. - falou.
Lhe dou um selinho.
– Deixei eles bem distraídos e quando não estavam olhando simplesmente sai de fininho. - respondi. - eles devem estar me procurando ou irritados por ter conseguido escapar. - digo. - ai esse foi o único lugar que sei que não me achariam para me incomoda. - falei. - e porque não disse que voltaria mais cedo? - perguntei.
– Era para ser surpresa. - Jonathan respondeu. - mas como disser que sairia com seus irmãos e a alcateia do meu cunhado, acabei mudando os meus planos e vim para cá. - contou. - não imaginei que você viria para a nossa clareira. - murmurou.
Sorri.
– Talvez minha loba sabia. - digo e lhe beijou brevemente.
– Não dúvido nada. - Jonathan diz e me dá um selinho.
– Vamos para água. - falei. - já estou sentindo calor. - murmurei.
Jonathan me carrega até a borda da água antes que entrássemos, ele sobe suas mãos em minhas costas, o mesmo me olha nos olhos e pede permissão para abrir o fecho do meu sutiã. Sorri para Jonathan lhe dando permissão. Sem o sutiã, ele me olha maravilhado. Unimos nossos lábios em um beijo ardente que logo é rompido por mim. Entro na água fria em um mergulho, vou até o fundo, já que não tenho problema para respirar debaixo d’água.

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